O antigo polícia de Minneapolis Tou Thao, um dos responsáveis pela morte de George Floyd, foi condenado esta segunda-feira a 57 meses (quase cinco anos) de prisão pelo seu papel no homicídio. O oficial foi considerado culpado de cumplicidade em homicídio culposo por um juiz de Minnesota, em maio último.
Thao testemunhou que agiu como um “cone de trânsito humano”, segurando os transeuntes conforme Derek Chauvin se ajoelhava no pescoço de Floyd por quase 10 minutos. Thao era o único dos quatro agentes envolvidos na morte que ainda não havia sido condenado.
Numa decisão de 177 páginas, o juiz Cahill sublinhou que as ações de Thao – que incluíam proteger Chauvin e os outros dois polícias da multidão – impediram que um médico de emergência treinado pudesse ajudar Floyd. “Há provas, além de qualquer dúvida razoável, de que as ações de Thao foram objetivamente irracionais do ponto de vista de um polícia razoável”, escreveu o juiz, sublinhando que “foram ainda mais irracionais à luz do facto de que tinha o dever de intervir para impedir o uso excessivo da força pelos outros polícias e foi treinado para prestar assistência médica”.
A morte de Floyd, a 25 de maio de 2020, gerou protestos em massa nos EUA.
Todos os quatro ex-polícias envolvidos no incidente foram condenados por acusações federais de direitos civis, além de acusações estaduais de assassinato. Dereck Chauvin, assim como Thomas Lane e J Alexander Kueng, declararam-se culpados de ajudar e favorecer o homicídio culposo em segundo grau.
A sentença será executada em simultâneo com a pena de 3 anos e meio pela sua condenação federal num processo separado de direitos civis.














