ChatGPT pode acelerar adoção da semana de quatro dias de trabalho, diz vencedor de Prémio Nobel

Os chatbots, como o ChatGPT da OpenAI e o Bard do Google, podem ser um dos principais impulsionadores da semana de quatro dias de trabalho, potenciando um aumento de produtividade em diversos setores de atividade.

André Manuel Mendes
Abril 6, 2023
16:57

Os chatbots, como o ChatGPT da OpenAI e o Bard do Google, podem ser um dos principais impulsionadores da semana de quatro dias de trabalho, potenciando um aumento de produtividade em diversos setores de atividade.

Christopher Pissarides, professor da London School of Economics especializado no impacto da automação no trabalho e vencedor do Prémio Nobel de Ciências Económicas em 2010, disse que o mercado de trabalho pode adaptar-se com rapidez aos chatbots, uma visão que contradiz as recentes preocupações de que os rápidos avanços na tecnologia possam trazer perdas de empregos em massa.

“Estou muito otimista de que poderíamos aumentar a produtividade… Poderíamos aumentar o nosso bem-estar no trabalho e poderíamos ter mais tempo para lazer. Poderíamos mudar para uma semana de quatro dias facilmente”, disse Christopher Pissarides, de acordo com a ‘Bloomberg’.

O economista tinha já investigado o impacto da automação nos empregos, num trabalho que mereceu a premiação com um Nobel. Neste trabalho, Pissarides disse que a tecnologia poderia ter uma reviravolta maliciosa, podendo ser usada para vigilância ou invasão de privacidade. No entanto, se bem usada, pode fazer uma “grande diferença” na produtividade.

“Podem tirar muitas coisas chatas que fazemos no trabalho… e deixar apenas as coisas interessantes para os seres humanos”, disse ele.

Recorde-se que, recentemente, vários líderes do setor tecnológico assinaram uma carta aberta para se fazer uma paragem na pesquisa, investigação e desenvolvimento de sistemas de Inteligência Artificial.

No entanto, “vai demorar muito para ter um impacto real, e durante esse tempo as pessoas vão-se ajustar”, alerta Pissarides.

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