A NATO vai proceder esta semana a uma remodelação significativa da sua estrutura de comando, integrando todos os países nórdicos no Joint Force Command Norfolk, sediado nos Estados Unidos, uma medida destinada a reforçar a segurança transatlântica e a fortalecer a presença aliada no alto norte. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo comandante supremo aliado para a Europa, general Alexus Grynkewich.
Segundo avança a Reuters, esta reconfiguração coloca a totalidade das nações nórdicas sob o quartel-general de Norfolk, no estado norte-americano da Virgínia, orientado especificamente para a defesa do Atlântico Norte. Até agora, parte destes países estava integrada no comando de Brunssum, nos Países Baixos, responsável pelo flanco nordeste da Aliança Atlântica.
A reorganização surge num contexto marcado pela expansão da NATO no norte da Europa. A Finlândia tornou-se membro em 2023 e a Suécia aderiu em 2024, depois de a invasão russa da Ucrânia, em 2022, ter levado ambos os países a reavaliar profundamente as suas políticas de segurança. A integração destas duas nações elevou para 32 o número de Estados-membros e reforçou de forma significativa a arquitetura defensiva no Báltico e no Ártico.
O general Grynkewich sublinhou que esta evolução obrigou a um reajuste operacional. “Com o alinhamento dos nossos adversários em todo o mundo, é imperativo que reforcemos a área euro-atlântica o mais possível e consolidemos a nossa postura no alto norte”, afirmou durante um encontro com jornalistas no quartel-general militar da NATO, nos arredores de Mons, na Bélgica.
A escolha do Joint Force Command Norfolk não é acidental. “Norfolk é a ponte estratégica entre a América do Norte e a Europa”, destacou o comandante supremo, sublinhando o papel central que este comando desempenha na proteção das rotas marítimas e no apoio à interoperabilidade militar entre os aliados dos dois lados do Atlântico.
Com a nova estrutura, o comando de Norfolk ficará responsável pela zona do Ártico e por vários países e territórios diretamente expostos às tensões geoestratégicas do norte: Dinamarca, Finlândia, Gronelândia, Islândia, Noruega, Suécia e Reino Unido. A medida deverá facilitar a coordenação operacional entre os membros nórdicos e permitir uma resposta mais coesa a ameaças provenientes do flanco norte.














