Com as chuvas intensas que têm afetado Portugal, condutores encontram-se frequentemente perante poças de água e zonas alagadas nas estradas. Um alerta veio de Juan José, mecânico espanhol, que através do seu perfil oficial no Instagram explicou como evitar avarias graves ao circular por estas áreas.
O profissional, apontou o site ’20Minutos’, sublinha que nunca se deve atravessar uma poça ou água profunda de frente. “O problema é que você pode danificar o motor… é algo que explico todos os anos e acho bastante necessário continuar fazendo isso para evitar que os veículos sofram grandes avarias”, começou por esclarecer, referindo-se às situações comuns durante chuvas fortes.
Segundo Juan José, o risco surge porque a água entra na área de admissão do motor. “Observe que esta é a caixa do filtro de ar. O ar entra, passa pelo filtro e vai diretamente para a admissão; assim como o ar passa, a água também passa se entrar por dentro”, explicou, sublinhando que o contacto com água nesta zona pode provocar uma avaria imediata.
Para atravessar uma poça com segurança, o mecânico recomenda uma técnica contrária ao instinto: dar marcha-atrás. “Se realmente precisar de atravessar aquela área alagada, a maneira correta de fazer isso é dando marcha-atrás… ou seja, virando o carro e atravessando o mais rápido possível”, afirmou.
A lógica desta abordagem prende-se com a física da água. “Nada vai acontecer com o motor porque o ar sai por aquela área. Vamos garantir que apenas a traseira do carro seja atingida pela onda… a frente receberá menos água. Portanto, se o carro é baixo, é muito mais seguro passar por cima da onda com a traseira em alta velocidade do que o contrário”, detalhou Juan José.
O especialista acrescenta que a água não é compressível, ao contrário do ar, e que a entrada de água nos cilindros pode causar danos graves. “Se a água encher o cilindro, quando o pistão subir e as válvulas estiverem fechadas, uma biela se dobrará e o motor travará”, alertou, reforçando a importância de adotar esta técnica especialmente durante o mau tempo que se verifica atualmente nas estradas portuguesas.














