O comando sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Oeste registou nas últimas 24 horas cerca de 80 ocorrências devido ao mau tempo, que fustigou especialmente os concelhos de Alcobaça e Torres Vedras.
“Nas últimas 24 horas tivemos cerca de 80 ocorrências, das quais 30 foram durante a noite”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva.
“Felizmente, o impacto que se esperava no que diz respeito à chuva e ao vento não aumentou o número de ocorrências comparativamente ao que temos tido nos últimos dias”, afirmou o responsável pelo território que abrange os 12 concelhos do Oeste.
Ainda assim, durante a noite, mais seis pessoas foram deslocadas no concelho de Sobral de Monte Agraço e outras duas na Lourinhã, devido a deslizamentos de terras e ao perigo de inundações.
Na região registaram-se ainda mais quatro desalojados, “que foram instalados numa unidade hoteleira”, disse Carlos Silva.
Totalizam-se assim em toda a região 115 desalojados e 207 deslocados.
Os concelhos onde se registaram mais ocorrências foram os de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, e o de Alcobaça, no distrito de Leiria, disse ainda o comandante, detalhando que se verificaram, além de inundações, quedas de árvores e de estruturas devido ao vento.
“Algumas estradas ficaram inundadas durante a noite no Bombarral, na Lourinhã e na Nazaré, mas durante o dia foram sendo reabertas”, registando-se também “alguma melhoria ao nível dos acessos”.
A perspetiva é de que “as condições comecem a melhorar a partir da meia-noite de hoje, no que respeita à chuva, e, relativamente ao vento, a partir das três horas da manhã”, concluiu Carlos Silva.
O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste abrange os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, no distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa.
A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta por Portugal — e as inundações e cheias que as acompanharam — causaram 16 mortos e muitas centenas de feridos e desalojados, a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte e o corte de energia, água e comunicações.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Com a chegada da tempestade Oriana o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob aviso amarelo de chuva os distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.




