O comandante nacional de emergência e proteção civil alertou hoje as populações para salvaguardarem bens e animais que estejam em zonas sujeitas a inundações, face à previsão de chuva constante na próxima semana.
“O que se pede aos cidadãos é que, de alguma forma, nas zonas do Mondego e do Tejo, retirem todos os bens e todos os animais que estejam em zonas potencialmente inundáveis”, adiantou Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.
Segundo referiu, trata-se de “antecipar um problema” através da adoção de medidas preventivas nas áreas que estão sujeitas a ser inundadas, apontando o exemplo de vários parques de estacionamentos que estão em leitos de cheia.
O comandante nacional da Proteção Civil salientou que estas recomendações se aplicam também às populações dos meios urbanos, tendo em conta que, com base nas previsões de chuva para a próxima semana, não está excluída a possibilidade de inundações rápidas em zonas urbanas.
“Estamos preparados para a eventualidade de alguma situação que corra menos bem”, assegurou Mário Silvestre, adiantando que está a ser aprontado um conjunto de meios, como embarcações e bombas de alta capacidade, para que possam ser movimentados em caso de necessidade.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva a partir de domingo em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias e que têm atualmente os solos saturados.
Na conferência de imprensa de hoje, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirmou que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será “muito complicada” face à previsão de chuva em todo o território continental.
“Vamos ter uma semana muito complicada e temos dois dias, que é a nossa janela de tempo, para nos prepararmos para esta semana muito difícil”, referiu José Pimenta Machado.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.














