Mau tempo: Proteção Civil apela à disponibilização de geradores na região Oeste

O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste apelou hoje às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Proteção Civil, de forma a garantir eletricidade aos lares de idosos.

Executive Digest com Lusa
Janeiro 30, 2026
12:21

O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste apelou hoje às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Proteção Civil, de forma a garantir eletricidade aos lares de idosos.

“Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Proteção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir eletricidade às camas de pessoas acamadas”, afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva à agência Lusa.

Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a eletricidade nas duas vilas.

Ainda assim, há “limitações de funcionamento nos centros de saúde de Campelos, São Mamede da Ventosa, Ponte do Rol e Silveira”, no concelho de Torres Vedras, devido à falta de eletricidade ou de água.

Apesar dos esforços, “os maiores constrangimentos” prendem-se com a falta de eletricidade na região, nomeadamente em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais afetados.

De acordo com a Proteção Civil, desde as 16:00 de terça-feira até agora, o número de ocorrência subiu para 1.114, das quais 150 foram registadas desde as 12:00 de quinta-feira e estão relacionadas com limpezas motivadas por cortes de árvores (66), inundações (31) e deslizamentos de terras (6).

Devido às falhas de eletricidade e às dificuldades de bombear água ao longo da rede, várias viaturas continuam a transportar água para os respetivos reservatórios para evitar que esta falte à população.

Os municípios de Alcobaça, Nazaré, Peniche, Óbidos, Lourinhã e Torres Vedras mantêm ativados os seus planos municipais de emergência, uma situação que pode vir a ser alargada a outros concelhos da região, se vierem a constar entre os 60 concelhos onde o Governo declarou a situação de calamidade.

Questionado sobre a eventual falta de ajuda e apoio às populações, o responsável esclareceu que “os bombeiros e os serviços municipais de Proteção Civil têm conseguido chegar a todos, o que não tem acontecido com a E-redes” no que respeita à reparação da rede elétrica.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.