A Câmara de Porto de Mós, no distrito de Leiria, apresentou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) prejuízos de 12,8 milhões de euros [ME] na sequência do mau tempo, foi hoje divulgado.
Segundo informação dada pelo presidente da autarquia na sequência da reunião do executivo municipal, descentralizada na freguesia de Pedreiras, realizada na quinta-feira, a Câmara encaminhou para a CCDR “prejuízos globais na casa dos 12,8 milhões de euros”.
“Estes prejuízos têm essencialmente que ver com património público, com estradas municipais, com algumas derrocadas de taludes”, explicou Jorge Vala, referindo que o município será ressarcido numa parte, “com certeza, por parte das seguradoras, outra parte tem de ser ou fundos próprios ou do Estado” para recuperar dos estragos.
Jorge Vala adiantou que a autarquia remeteu “também os prejuízos referentes às juntas de freguesia que, felizmente, não são de grande monta, do movimento associativo, cultural, IPSS [instituições particulares de solidariedade social]”.
À agência Lusa, o presidente da Câmara afirmou que os prejuízos do município são de 11,5 milhões de euros, acrescentando que 1,1 ME dizem respeito a associações e em património cultural de entidades terceiras, como o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.
A verba restante diz respeito a danos em juntas de freguesia e património habitacional do município.
Em 08 de fevereiro, Jorge Vala declarou à Lusa que, apesar de o levantamento dos danos continuar a ser feito pelo município, “uma estimativa por alto” apontava então que os estragos causados em espaços e estruturas públicas fosse na ordem dos cinco milhões de euros.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.




