O Pingo Doce vai destinar três milhões de euros para ajudar na reconstrução de Leiria e Marinha Grande, afetadas gravemente pela depressão Kristin, apoio que será mobilizado através do SOS Bairro, anunciou hoje a cadeia de supermercados.
Em comunicado, a empresa do grupo Jerónimo Martins, explicou que o SOS Bairro é um “modelo desenvolvido para que sejam as próprias comunidades locais a identificar as necessidades mais urgentes e a selecionar os projetos que devem ser financiados pelo Pingo Doce”.
A tempestade Kristin “deixou um cenário de devastação sem precedentes na região Centro, afetando profundamente o quotidiano de milhares de famílias” e “no Pingo Doce somos mais do que uma rede de lojas, somos vizinhos e parte integrante da vida local”, afirma Isabel Ferreira Pinto, diretora-geral do Pingo Doce, citada em comunciado.
“Por isso, num momento difícil para as nossas comunidades, associámo-nos, desde o primeiro momento, ao movimento de solidariedade da sociedade civil para dar uma resposta urgente a quem mais necessita, assegurando bens alimentares e de higiene de primeira necessidade”, adianta a executiva.
Agora, “é chegado o momento de dar um novo passo rumo à reconstrução” e “com o SOS Bairro queremos dar a oportunidade à população local de identificar e selecionar as causas que precisam de mais apoio, assegurando que a nossa ajuda chega onde é realmente necessária e que terá impacto na vida das pessoas e do seu bairro”, refere Isabel Ferreira Pinto, citada no comunicado.
A ação vai decorrer nas sete lojas Pingo Doce de Leiria e da Marinha Grande e convida grupos de vizinhos e entidades locais a apresentarem projetos que visem responder a danos ou situações decorrentes dos impactos provocados pela tempestade no seu bairro, de acordo com a cadeia de supermercados.
As candidaturas arrancam em 16 de fevereiro e poderão ser realizadas no site do Pingo Doce ou nas lojas de Leiria e da Marinha Grande.
“Depois de submetidas, os projetos serão analisados por um júri composto por entidades locais que selecionará oito finalistas por loja” e “as cinco causas mais votadas em cada loja serão conhecidas no dia 28 de março, podendo cada uma ser apoiada até ao valor máximo de 85 mil euros”, detalha o Pingo Doce.
Entretanto, “em coordenação com as autarquias de Leiria, Marinha Grande, Ourém e Soure, o Pingo Doce já doou mais de 200 mil produtos essenciais, como alimentos, artigos de higiene, produtos para bebés e idosos e alimentação para animais, garantindo uma resposta rápida às necessidades mais urgentes”.
Assegurou também a “entrega direta de bens e de refeições prontas a 500 idosos em situação de solidão e isolamento, ao abrigo do protocolo com a GNR, e a 600 famílias em situação de vulnerabilidade e com dificuldades de deslocação, em colaboração com a Cáritas de Leiria e a Associação Partilha Constante, assegurando apoio alimentar imediato”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.




