A Câmara de Odemira, distrito de Beja, reivindicou hoje uma “ação urgente” por parte da Infraestruturas de Portugal (IP) na rede rodoviária do concelho, que tem sido “severamente afetada” pelo mau tempo das últimas semanas.
Em comunicado divulgado hoje, o município explicou que o presidente da autarquia, Hélder Guerreiro (PS), “pediu esclarecimentos” à IP sobre “o planeamento de intervenção na rede rodoviária do concelho, severamente afetada pelo recente ‘comboio de tempestades'”.
No documento, a câmara municipal menciona que várias estradas nacionais no concelho “estão cortadas ou em condições perigosas para a circulação” rodoviária.
Entre “as vias mais críticas”, a autarquia apontou as estrada nacionais 266 (EN266) e 390 (EN390), ambas “cortadas ao trânsito”, assim como a EN123, “que se encontra em situação quase intransitável”, e as EN120, EN389 e EN393, que “necessitam de reparações urgentes para evitar uma degradação total”.
No comunicado, o autarca admitiu que, embora a IP tenha realizado “algumas intervenções no passado”, o concelho está a viver “um momento dramático”, o qual exige “o foco, a disponibilidade e a urgência na intervenção” que a situação impõe.
O presidente da câmara recordou ainda que o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a IP “está mandatada para executar o mais rapidamente possível” a reparação das infraestruturas danificadas, com “400 milhões de euros já previstos” em orçamento para esse efeito.
Hélder Guerreiro acrescentou que a população de Odemira “exige essa intervenção por respeito à garantia da sua qualidade de vida”, argumentando que “a falta de manutenção das estradas compromete não só a segurança rodoviária, mas também as atividades económicas e o desenvolvimento local”.
“A câmara municipal espera agora um plano de intervenção detalhado para restaurar as condições de circulação nas vias mais críticas do concelho, garantindo a segurança e a mobilidade da população”, pode ler-se no comunicado.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














