A encosta do Castelo de Torres Vedras encontra-se em risco de desmoronamento, disse hoje o vice-presidente da câmara, após a ocorrência de dois aluimentos de terras provocados pelo mau tempo.
“É muito perigoso passar ali, depois de ter ocorrido um segundo aluimento de terras, que estamos a tentar suster”, afirmou Diogo Guia à agência Lusa.
“Temos ali um problema de massas a cair, porque existe água na encosta”, explicou, acrescentando que, “de um lado da encosta as árvores estão a cair”, evidenciando o risco existente.
Devido ao perigo de derrocada, foram interditados por precaução uma rua de acesso ao Castelo e a sala de concertos Bang Venue.
Uma equipa de peritos está hoje no local a fazer sondagens para melhor avaliar o risco e as eventuais obras a efetuar.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.




