a Infraestruturas de Portugal — não tinha condições para iniciar de imediato todas as obras necessárias, pelo que a Câmara Municipal do Seixal disponibilizou-se para trazer a maquinaria bem como os meios humanos e materiais para prestar o apoio para esta obra, de forma a tornar a via transitável e com condições de segurança o mais rapidamente possível, o que acabou por acontecer na tarde de hoje.
Para o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, esta ação “demonstra que a autarquia não se demite das suas obrigações naquele que é o seu território, estando sempre disponível para trabalhar em prol dos munícipes do concelho do Seixal”.
O autarca acrescenta ainda que a EN 378 é uma via fundamental de ligação entre os concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra, sendo igualmente um eixo rodoviário essencial para a população do concelho do Seixal e em particular de Fernão Ferro, que diariamente utiliza esta estrada para deslocações profissionais, escolares e de acesso a serviços de saúde e comércio.
Por estas razões, Paulo Silva defende que “era urgente que a circulação reabrisse o quanto antes e com condições de segurança”, deixando ainda um apelo ao Governo para que avance com as obras de requalificação desta via no mais curto prazo possível.
O autarca deixa ainda um agradecimento aos trabalhadores municipais considerando que “têm desenvolvido um esforço contínuo na resolução das ocorrências registadas, garantindo a segurança da população e a reposição gradual da normalidade nas áreas afetadas”, assim como às forças de segurança e de proteção civil.
No sábado, na sequência do corte desta estrada devido a uma inundação que provocou danos no piso e colapso das bermas, a Câmara Municipal do Seixal pediu ao Governo a isenção temporária de portagens na A33.
Em comunicado, a autarquia explicava que o pedido foi endereçado ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e que a medida solicitada visava mitigar o impacto do corte desta estrada na população de Fernão Ferro e nos restantes utilizadores afetados.
“Com o encerramento da EN378, a A33 tornou-se, na prática, a principal alternativa viável para assegurar a mobilidade entre as localidades acima referidas, não existindo, em muitos casos, percursos alternativos com condições semelhantes de segurança e tempo de viagem”, refere, em comunicado, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.
O autarca acrescenta que, neste contexto, a “manutenção da cobrança de portagens na A33 representa um encargo acrescido e inevitável para os munícipes, que se veem obrigados a utilizar esta via como consequência direta de uma situação alheia à sua vontade”.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.







