CGTP inicia esta segunda-feira mobilização nacional contra pacote laboral e custo de vida: dia 28 há manifestação nacional

Mobilização, promovida sob o lema “Mais salário e direitos para uma vida digna”, tem como objetivo exigir respostas concretas às reivindicações dos trabalhadores

Executive Digest
Fevereiro 9, 2026
6:30

A CGTP dá início esta segunda-feira a uma ação de mobilização geral em todo o país, marcando o arranque de uma nova fase de luta laboral contra o aumento do custo de vida e o anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral. A iniciativa envolve todos os setores de atividade e começa nos locais de trabalho, com plenários, ações de rua, concentrações, manifestações e greves setoriais.

A mobilização, promovida sob o lema “Mais salário e direitos para uma vida digna”, tem como objetivo exigir respostas concretas às reivindicações dos trabalhadores, expressas nos cadernos reivindicativos e nas propostas para a contratação coletiva, e pressionar o Governo a retirar o chamado pacote laboral, que a central sindical considera um “profundo assalto aos direitos dos trabalhadores”.



Plenários e ações de luta preparam manifestação nacional de 28 de fevereiro

Esta fase de luta, que agora se inicia, visa também preparar e mobilizar os trabalhadores para a manifestação nacional marcada para 28 de fevereiro, um sábado, com iniciativas descentralizadas em Lisboa e no Porto. Na capital, a concentração está prevista para as 14h30, no Cais do Sodré, seguindo depois em direção ao Rossio.

A manifestação pretende afirmar a exigência de melhores salários, mais direitos laborais e melhores pensões, bem como contestar o aumento do custo de vida e defender os serviços públicos e as funções sociais do Estado, incluindo a Segurança Social, a Saúde, a Educação e a Habitação.

CGTP promete dar continuidade à luta e admite greves para garantir participação

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que esta ação de mobilização geral é apenas uma etapa de um processo de luta mais amplo e garantiu que a central sindical tudo fará para travar a intenção do Governo de avançar com alterações à lei laboral. Segundo o dirigente, serão emitidos pré-avisos de greve para permitir que os trabalhadores que estejam a trabalhar possam participar na manifestação nacional de 28 de fevereiro.

Tiago Oliveira sublinhou que a central sindical não abdica da exigência da retirada do pacote laboral e acusou o executivo de não querer procurar consensos nem estar aberto a uma negociação efetiva, considerando que o Governo liderado por Luís Montenegro tem uma agenda política orientada para fragilizar os direitos dos trabalhadores.

Relação com a UGT e críticas ao Governo

Questionado sobre a possibilidade de ações conjuntas com a UGT, o secretário-geral da CGTP afirmou que, após a greve geral de 11 de dezembro, não houve contactos entre as duas centrais sindicais, reiterando que cada organização assumirá o seu próprio caminho no final deste processo.

O dirigente rejeitou ainda as acusações do Governo de que a CGTP se tem colocado à margem das negociações, lembrando vários momentos em que a central sindical apresentou propostas e manifestou disponibilidade para discutir alterações à legislação laboral, reafirmando que a exigência central continua a ser a retirada do pacote laboral.

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