Mau tempo: Câmara de Lisboa disponível para apoiar zonas do país mais afetadas

Sobre o impacto da depressão Kristin na cidade de Lisboa, Carlos Moedas disse que foram registadas 478 ocorrências, das quais seis ainda se encontram ativas, realçando a queda de “mais de 300 árvores”

Executive Digest com Lusa
Janeiro 29, 2026
19:06

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), sinalizou hoje a disponibilidade das equipas municipais de proteção civil e dos bombeiros em ajudarem nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, tendo contactado já com Coimbra.

“Lisboa está preparada e está preparada também para ajudar nestes casos outros municípios”, afirmou o social-democrata Carlos Moedas, referindo que falou hoje com a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa (PS), disponibilizando “todos os préstimos” na resposta aos danos provocados pelo mau tempo, registados sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra.

O autarca de Lisboa falava aos jornalistas à margem da inauguração do novo parque de estacionamento do Bahuto, na freguesia lisboeta de Campo de Ourique, com 90 lugares distribuídos por três pisos.

Sobre o impacto da depressão Kristin na cidade de Lisboa, Carlos Moedas disse que foram registadas 478 ocorrências, das quais seis ainda se encontram ativas, realçando a queda de “mais de 300 árvores”.

Na resposta à tempestade, que se fez sentir sobretudo na madrugada de quarta-feira, a capital contou com o “trabalho contínuo” das equipas da Proteção Civil, da Polícia Municipal, do Regimento Sapadores Bombeiros e dos bombeiros voluntários da cidade, indicou o social-democrata, agradecendo a todos os que estiveram “durante dia e noite para que Lisboa estivesse protegida”.

“Foi tudo resolvido como tinha de ser resolvido, sobretudo eu como presidente da Área Metropolitana [de Lisboa] ofereci também a todos os meus colegas, presidentes dos municípios vizinhos, a ajuda da própria Câmara Municipal de Lisboa”, declarou o autarca, referindo que a Proteção Civil “esteve sempre disponível” para apoiar os concelhos limítrofes, disponibilidade que se estende agora a todas as autarquias do país afetadas pelas condições meteorológicas adversas.

“Alguma necessidade, nós estamos aqui para ajudar”, reforçou Carlos Moedas, acrescentando que essa solidariedade se efetiva com a disponibilidade de mobilizar as equipas municipais de proteção civil e dos bombeiros.

Durante o período mais grave da tempestade, a Área Metropolitana de Lisboa, com 18 municípios, esteve a trabalhar em conjunto “para que tudo corresse pelo melhor”, expôs o social-democrata, sem relatar problemas de maior gravidade.

“Tivemos o nosso trabalho, fizemos aquilo que tínhamos a fazer, mas, obviamente, o país sabe que pode contar tanto com o nosso Regimento de Sapadores Bombeiros, como com os nossos bombeiros voluntários, como com a nossa Proteção Civil”, frisou o presidente da Câmara de Lisboa.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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