O acesso de Vila Franca de Xira à Autoestrada 1 (A1) para quem segue em direção ao Porto, que estava cortado por causa do perigo de queda de um placar informativo, foi reaberto pelas 09:00, informou a Brisa.
A empresa esclareceu que a informação dada anteriormente pela GNR de corte da A1 (Lisboa-Porto) junto às portagens de Vila Franca de Xira apenas abrangia quem seguia desta localidade para o Porto, obrigando os automobilistas a apanharem a Estrada Nacional 10 (que liga Cacilhas a Sacavém) para aceder à A1 nas portagens de Alhandra.
Este corte do trânsito deveu-se ao perigo de queda de um placar informativo.
A mau tempo tem provocado diversos condicionamentos de estradas no país. Na quinta-feira, o acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, foi cortado ao trânsito por causa do deslizamento de terras que tinha ocorrido na quarta-feira.
Segundo a GNR, pelas 07:30, na zona do deslizamento o trânsito estava cortado apenas na via mais à direita, para que possam decorrer os trabalhos de retirada da terra da via de circulação.
O mau tempo também provocou o rompimento de um dos diques do Montego junto a Coimbra e, na sequência disso, o piso da Autoestrada 1 (A1) abateu e as autoridades cortaram os dois sentidos de circulação na terça-feira.
O trânsito na Autoestrada 1 (A1) mantêm-se cortado entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.
Devido ao agravamento do estado do tempo, hoje de manhã os comboios de longo curso na Linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa foram suspensos por razões de segurança.
Na quinta-feira, às 20:00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente hoje oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.
A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso se confirme hoje o cenário de cheia centenária.
Na sequência do mau tempo em Portugal, designadamente da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, dezasseis pessoas morreram e centenas de outras ficaram feridas ou foram desalojadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














