Líder do BE acusa Governo de irresponsabilidade e de falta de soluções na saúde

O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusou hoje o Governo de irresponsabilidade no setor da saúde e de adotar uma estratégia de desqualificação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Executive Digest com Lusa
Janeiro 9, 2026
13:22

O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusou hoje o Governo de irresponsabilidade no setor da saúde e de adotar uma estratégia de desqualificação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Para este problema da emergência médica precisávamos de ter um Governo com duas atitudes: responsabilidade e solução, mas o que o primeiro-ministro fez [quinta-feira] na Assembleia da República foi todo o contrário disso”, disse o dirigente aos jornalistas, em Coimbra, no final de uma visita à delegação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

A visita ocorre após três pessoas terem morrido esta semana alegadamente por atrasos no envio de meios de socorro do INEM e no dia seguinte ao chefe do Governo PSD/CDS-PP ter sido confrontado no parlamento com a situação durante o debate quinzenal.

José Manuel Pureza acusou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de defender “teimosamente” a ministra da Saúde, que “há imenso tempo deixou de ser um problema, porque é totalmente inexistente do ponto de vista da capacidade de resolver problemas nesta área”.

Para o dirigente, Ana Paula Martins “há muito tempo que não devia ser ministra da Saúde, porque a sua incapacidade de resolver os problemas é gritante e a cada problema junta mais dois ou três”.

“Essa sua teimosia veio associada ao anúncio da compra de duas centenas de ambulâncias, sabendo nós hoje que, afinal, esse processo de compra já estava decidido por um Governo anterior há mais de dois anos”, frisou.

Para o coordenador do BE, o que o primeiro-ministro faz, “em vez de resolver problemas, é tentar aparecer bem na fotografia, mas cada evidência de fragilidade da emergência médica é também a evidência da irresponsabilidade deste Governo e o país precisa de quem olhe pela segurança de uma forma muito mais cuidada”.

Segundo o líder bloquista, o país está perante uma política assumida por sucessivos Governos “que não dá resposta e continua a não planear, que vai atrás do prejuízo, apresentando medidas avulsas sem uma programação”.

O dirigente considera que a falta de equipamentos e de recursos humanos no INEM se deve à “falta de responsabilidade de sucessivos Governos em dotar o sistema dos meios humanos, logísticos e materiais, que garantam capacidade de resposta às população portuguesa”.

“Em bom rigor, a falta de investimento na emergência eédica é a réplica da falta de investimento em geral no SNS. A estratégia deste Governo é assumidamente desqualificação do SNS, procurando criar condições para que mais valha existirem privados do que um serviço público desqualificado, com resultados à vista” sublinhou José Manuel Pureza.

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