A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) divulgou os resultados estimados para 2020 dos três setores que representa.
Neste sentido, na sequência da contração económica devido à covid-19, o factoring caiu 6,9% em 2020, totalizando 31,5 mil milhões de euros em créditos tomados. Esta é a primeira vez em seis anos que o setor regista uma quebra no crescimento, ainda que inferior à quebra de 7,6% verificada no PIB português, segundo a estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Desta forma, estima-se que em 2020 o factoring tenha aumentado o seu peso no PIB nacional para cerca de 16%.
Os resultados apresentados pela ALF para o setor do renting revelam também uma quebra na trajetória de crescimento observada nos últimos anos, revelando uma redução de 27,5% no número de viaturas adquiridas em 2020, face a 2019, com um total de 27.115 veículos adquiridos em renting (dos quais 22.451 correspondem automóveis ligeiros de passageiros e 4.664 ligeiros comerciais). Este recuo no setor é, contudo, menor do que o manifestado no mercado automóvel português, que deverá ter sofrido uma perda de 33,9% em 2020, face ao período homólogo.
A desaceleração no renting corresponde a uma diminuição de 26,8% no valor da produção anual, para 557,3 milhões de euros, comparativamente a 2019 em que ascendeu a 761,4 milhões de euros).
Por fim, o leasing apoiou investimentos de 2,4 mil milhões de euros, com uma queda de 22,3% no total da produção, em comparação com 2019. A menor quebra foi observada na locação financeira imobiliária, que registou um decréscimo de 12,5% em valor, com uma produção de 740 milhões de euros – sendo que, em 2020, 90% do valor destes investimentos foi alocado a contratos efetuados por empresas ou entidades públicas. Já a locação financeira mobiliária foi responsável por 1,6 mil milhões de euros em investimentos, menos 26,0% do que em 2019. Perto de 1,04 mil milhões de euros do total foi investido na contratualização de viaturas em Leasing, que correspondem a 33.411 contratos: 795 milhões de euros foram aplicados em viaturas ligeiras (dos quais 553 milhões foram contratualizados por empresas e 241 milhões de euros por particulares) e 249 milhões de euros em viaturas pesadas. Os remanescentes 566 milhões de euros foram investidos em equipamentos, correspondendo a 8.454 contratos, segundo os dados estimados.




