Os laboratórios Germano de Sousa foram alvo de ataque informático esta quinta-feira, avança a ‘CNN Portugal’, adiantando que os dados dos utentes não terão sido comprometidos.
Ainda assim, segundo a estação, o ataque informático afetou o contacto com os postos de colheita, tendo sido cortadas as comunicações com a CUF e outros hospitais, “por uma questão de segurança e para não comprometer os outros serviços, enquanto não se resolve a situação”, revelou a empresa.
Suspeita-se que esteja em causa um ataque do tipo ransomware – que tem habitualmente um objetivo financeiro, visando um pedido de resgate – no entanto, a origem ainda está a ser investigada.
Através da linha de apoio da Germano de Sousa, a empresa já confirmou que foi alvo de um ataque informático, contudo, reiterou que não há cancelamentos e que os exames continuam a decorrer, apesar de haver uma maior lentidão.
Isto acontece dias depois de a operadora de telecomunicações Vodafone Portugal ter assumido que foi alvo de um ciberataque na segunda-feira. E ontem aconteceu o mesmo com o grupo de comunicação ‘Trust in News’ – responsável por revistas como a “Visão” e a “Caras”.
Estas são as mais recentes ‘vítimas’ de um ciberataque em Portugal, mas nos últimos tempos contam-se vários ataques informáticos com a saúde entre os alvos, embora grande parte dos casos não seja de conhecimento público.
No passado domingo, 06 de fevereiro, a Polícia Judiciária (PJ) disse estar a investigar uma “situação que tem a ver com eventual ataque informático” ocorrido na madrugada aos ‘sites da Cofina, que inclui o Correio da Manhã, Jornal de Negócios, entre outros, que ficaram indisponíveis por algumas horas”.
Entretanto, na semana passada (02 de fevereiro), o ‘site’ do parlamento voltou a estar disponível depois de ter sido alvo de um eventual ciberataque anunciado em 30 de janeiro pelos ‘hackers’ Lapsu$ Group, os mesmos piratas que atacaram o grupo Impresa no início do ano.
Em 02 de janeiro, os ‘sites’ do grupo Impresa foram alvo de um ciberataque que, segundo a dona da SIC, teve como autor o grupo Lapsus$, que realizou uma intrusão na rede interna, bem como nos meios de controlo da plataforma de ‘cloud’ (AWS) utilizada” pela empresa.













