O Grupo Jerónimo Martins e a Sonae SGPS estão entre as 500 maiores empresas familiares do mundo. São as únicas portuguesas a integrar o índice elaborado pela Universidade de St.Gallen e pela consultora Ernst & Young (EY).
Neste índice, a o grupo dono do Pingo Doce ocupa a 69.ª posição, enquanto a empresa liderada por Cláudia Azevedo está no 231.º lugar. Ambas as empresas contam com dois elementos da família na administração, sendo que a Sonae se encontra no restrito lote de empresas (5,8%) que são lideradas por mulheres.

Apesar do peso da família na gestão, menos de metade destas 500 empresas mantêm 100% do capital social nas mãos de uma única família.
Também de acordo com este estudo, atualmente “o capital privado familiar é maior do que o private equity e o capital de risco combinados. A crescente concentração de riqueza mantida por famílias muito ricas e a crescente globalização estão a alimentar o crescimento das empresas familiares”.
Consumo é o setor mais representativo
O Índice de Empresas Familiares da EY e da Universidade de St.Gallen continua a ser dominado por empresas familiares de consumo, que compõem cerca de 40% do total em termos de contribuição de receita (39%) e número de negócios (37%).
É neste lote onde se incluem também as portuguesas cotadas Jerónimo Martins e Sonae.
Outro setor onde as empresas familiares estão fortemente representadas é o de manufatura avançada e mobilidade (AM&M), que compreende 27% do Índice em termos de receita.

O universo das empresas familiares
Coletivamente, as empresas familiares incluídas no Índice de Empresas Familiares da EY e da Universidade de St.Gallen de 2023 geraram 8,02 triliões da dólares (7,58 biliões de euros) em receita, um aumento de 10% em relação ao Índice de 2021.
Os responsáveis pelo estudo consideram que se o agregado das empresas familiares fosse considerada uma economia autónoma, esta seria “a terceira maior economia depois dos EUA e da China”.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a economia global cresceu 6% em 2021, com previsão de crescimento de 3,2% em 2022 e 2,7% em 2023, o que significa que as empresas familiares têm crescido quase o dobro das economias avançadas e cerca de uma vez e meia a taxa de mercados emergentes e economias em desenvolvimento.
As 500 empresas do Índice empregam 24,52 milhões de pessoas, mais 1,4% em relação a 2021, e estão distribuídas em 47 jurisdições diferentes.
Mais de três quartos (76%) das empresas familiares no Índice de 2023 têm mais de 50 anos, revela o estudo, sendo que muitas dessas empresas resistiram à volatilidade do mercado ao longo de várias gerações, mostrando a sua adaptabilidade e resiliência. “A estabilidade que acompanha essa longevidade será inestimável para permitir que as empresas familiares naveguem efetivamente na desaceleração prevista no crescimento global em 2023″.














