As autoridades iraquianas informaram que um ‘drone’ foi hoje abatido perto do Aeroporto Internacional de Bagdade, contíguo a uma base militar que alberga conselheiros norte-americanos.
“Um pequeno ‘drone’ foi abatido (…) nos arredores do Aeroporto Internacional de Bagdade, sem relatos de vítimas ou danos materiais”, afirmaram em comunicado as forças de segurança iraquianas.
No aeroporto da capital iraquiana chegaram a estar estacionadas tropas da coligação liderada pelos Estados Unidos durante a intervenção militar no país do Golfo Pérsico.
Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o guia supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram até agora pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Por sua vez, o Irão lançou ataques de retaliação com mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iraque, Kuwait e Chipre.
Israel, onde dez pessoas foram mortas por mísseis iranianos, também estendeu os seus ataques ao Líbano, contra o Hezbollah, e aí pelo menos 52 pessoas morreram numa onda de bombardeamentos aos arredores de Beirute, no sul do país e no leste do Vale de Bekaa.




