Dois combatentes do grupo pró-iraniano Kataeb Hezbollah morreram hoje num ataque aéreo perto da sua base no sul do Iraque, adiantaram duas fontes da organização à agência France-Presse (AFP).
O ataque teve como alvo o veículo dos combatentes perto de um dos principais bastiões do grupo, a base de Jurf al-Nasr, que já foi alvo de vários ataques desde o início da guerra no Médio Oriente, no sábado, segundo as duas fontes.
Uma das fontes atribuiu o ataque aos Estados Unidos e a Israel.
Desde o início da guerra, estes ataques aéreos mataram 14 combatentes, a maioria membros do Kataeb Hezbollah.
Vários grupos armados apoiados pelo Irão — conhecidos como Resistência Islâmica no Iraque, que inclui também o Kataeb Hezbollah — declararam que não se manterão neutros e reivindicaram a responsabilidade por dezenas de ataques com drones contra bases norte-americanas.
Três drones foram abatidos hoje perto do Aeroporto Internacional de Bagdade, que alberga uma missão diplomática dos EUA e já albergou tropas da coligação liderada pelos EUA.
A Embaixada dos EUA em Bagdade instou os seus cidadãos a abandonarem imediatamente o Iraque.
Nos últimos dias, manifestantes pró-Irão tentaram invadir a Zona Verde de Bagdade, fortemente protegida, onde se situa a embaixada dos EUA e importantes edifícios governamentais, mas foram dispersados pelas forças de segurança.
Noutras partes do Iraque, a região autónoma do Curdistão, que alberga tropas norte-americanas, foi o principal alvo de ataques com drones, a maioria dos quais foram intercetados pelas defesas aéreas.
Fortes explosões foram ouvidas na quarta-feira em Erbil, a capital do Curdistão, que também alberga um importante complexo consular dos EUA.
Bombardeamento também teve como alvo combatentes curdos iranianos. O Partido da Liberdade do Curdistão (PAK), exilado, informou a AFP que um ataque iraniano matou um dos seus combatentes.
A Guarda Revolucionária do Irão afirmou que as bases pertencentes a “grupos contrarrevolucionários” foram atingidas por três mísseis disparados hoje de manhã.
Na madrugada de hoje, um ataque com drones e mísseis atingiu um acampamento que alberga famílias do partido de oposição curdo iraniano exilado Komala, sem causar feridos, disse à AFP Mohammed Hakimi, um dos seus representantes, atribuindo a responsabilidade ao Irão.
A região curda do Iraque alberga acampamentos e bases de retaguarda geridas por vários grupos rebeldes curdos iranianos, que têm sido alvos frequentes de ataques aéreos iranianos. Teerão acusa-os há tempos de servirem interesses ocidentais ou israelitas.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.



