O ano de 2026 ainda mal começou e já soma polémicas, teorias improváveis e fenómenos virais. Entre receios de uma escalada militar global, novas revelações ligadas ao caso Epstein e mais um ciclo mediático dominado por Donald Trump, há agora uma hipótese inesperada a ganhar destaque online: o possível regresso de Jesus Cristo ainda este ano.
A história é avançada pelo ‘UniladTech’ e tem como ponto de partida o Polymarket, uma plataforma de previsões baseada em criptomoedas onde os utilizadores podem apostar em praticamente qualquer cenário imaginável. Das eleições às guerras, do entretenimento à cultura pop, há espaço para quase tudo — incluindo previsões de cariz religioso.
Nos últimos dias, a probabilidade atribuída ao regresso de Jesus em 2026 duplicou subitamente, subindo para 4%. O salto ocorreu a 4 de fevereiro e foi suficiente para gerar surpresa, memes e debate nas redes sociais sobre o que poderá justificar esta mudança repentina.
Milhares de euros apostados numa hipótese improvável
Segundo o ‘UniladTech’, no momento em que os dados foram consultados, já tinham sido apostados cerca de 890 mil dólares neste mercado específico, o equivalente a pouco mais de 820 mil euros. Um valor significativo para um cenário que muitos consideram puramente simbólico ou até absurdo.
A plataforma já tinha acolhido apostas semelhantes em 2025, com mais de três milhões de dólares envolvidos na possibilidade de um regresso antes do final do ano passado. Como é evidente, nada aconteceu, mas isso não impediu que o tema regressasse com força em 2026.
O Polymarket esclarece que a resolução deste tipo de apostas se baseia num “consenso de fontes fiáveis”, uma explicação que, por si só, alimentou ainda mais o ceticismo e o humor entre os utilizadores.
Entre críticas académicas e ironia online
A ideia de transformar temas religiosos em instrumentos de especulação já tinha sido alvo de críticas. Um artigo citado pela ‘Bloomberg’ questionou o valor destes mercados, alertando para o risco de descredibilizar ferramentas de previsão que, noutros contextos, são usadas para analisar cenários económicos ou políticos.
Nas redes sociais, a reação oscilou entre a ironia e o pragmatismo financeiro. Alguns utilizadores sublinharam que apostar contra o regresso de Jesus em 2025 garantiu um retorno anual superior a 5%, enquanto outros lembraram que deixar o dinheiro num banco teria rendido mais, sem polémica associada.
Houve também quem ironizasse sobre o paradoxo da aposta: se o cenário se concretizasse, os ganhos financeiros seriam irrelevantes perante o impacto do próprio acontecimento.
Entre sarcasmo, fé e especulação, o fenómeno mostra até que ponto os mercados digitais conseguem transformar qualquer ideia — por mais improvável que seja — numa oportunidade de negócio.








