O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, recusa qualquer adiamento do projecto do aeroporto do Montijo, garantindo que a construção se mantém, com o objectivo de reforçar a capacidade aeroportuária da região, ainda que se tenham verificado impactos da crise de saúde pública no sector, avança o ‘Negócios’.
Segundo o responsável, a questão do adiamento «não foi colocada» e apesar de a ANA aeroportos registar «quebras significativas de negócio», impulsionadas pela redução do tráfego aéreo devido à pandemia da Covid-19, a empresa «fez muito dinheiro até à pandemia», disse numa entrevista à mesma publicação.
«A ANA deu mil milhões de euros acima do melhor cenário na altura da privatização», afirmou Pedro Nuno Santos, referindo que a empresa nem sequer precisou de recorrer ao lay-off. «Há um conjunto de compromissos que a ANA assumiu com o Estado, que está contratualizado, que é para cumprir. Há um contrato que prevê um aeroporto e ele tem de ser construído», garante citado pelo ‘Negócios’.
Assim que se «ultrapassarem os obstáculos que ainda existem», nomeadamente a discordância dos municípios da Moita e do Seixal, a construção do aeroporto do Montijo vai avançar, segundo o ministro. «Só teremos, efectivamente, concretizado o parecer das autarquias quando a ANA submeter à Autoridade Nacional da Aviação Civil o projecto, que ainda terá de ser fechado connosco», acrescentou.
De recordar quem em Janeiro do ano passado foi estabelecido um acordo de investimento no valor de 1,5 mil milhões de euros entre a ANA e o Estado, para reforçar acapacidade aeroportuária da região, que inclui a construção de um aeroporto no Montijo.







