Governo estuda baixa do IRS para jovens

O Governo admite baixar o IRS aos jovens que entrem pela primeira vez no mercado de trabalho, durante um período de dois ou três anos. Os contornos da medida ainda estão em estudo, e segundo apurou o Expresso, ainda é preciso definir algumas questões. Por exemplo, o que se entende por primeiro emprego. Também é necessário fixar que tipo de trabalhos ou contratos conferem direito a este desconto. Além disso, terá de se avaliar o custo-benefício de um incentivo desta natureza, num contexto em que os salários médios mensais dos recém-licenciados rondam os €726 líquidos por mês: os salários baixos pagam pouco IRS, o que diminui a eficácia de um eventual desconto.

O Executivo pretende assim compensar os jovens recém-licenciados da quebra de poder de compra que sofreram desde a crise financeira (18% em termos reais), o que poderá funcionar como um mecanismo de retenção de qualificações em Portugal.

Em 2008, recorde-se, um jovem recém-formado ganhava, em média, €793 líquidos mensais. Um rendimento que caiu para apenas €592 em 2013. De então para cá, este salário tem vindo a recuperar, mas continua 8,4% abaixo do pré-crise, de acordo com os cálculos do Expresso, realizados a partir de dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Se a análise levar em conta a inflação, para avaliar a evolução do poder de compra destes jovens qualificados (até aos 24 anos de idade), a perda acentua-se. O salário atual de €726 líquidos por mês traduz uma quebra de 18,2% em termos reais face a 2008.

Esta segunda-feira o Governo volta a sentar à mesa confederações patronais e sindicatos para dar continuidade às negociações sobre o acordo global de salários. O objetivo é encontrar mínimos denominadores comuns que permitam avançar já com algumas medidas no OE de 2020.

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