GESTÃO – Os avisos de Partha Ghosh

“Apostem num ensino secundário abrangente, fornecendo as ferramentas necessárias.”

Filipa Pereira

73085-dr_partha_ghoshO professor Partha Gosh, é um especialista em questões de liderança, nomeadamente em contexto de inovação e desenvolvimento tecnológico. Esteve na Culturegest a convite do MIT Portugal e do Fórum de Administradores de Empresas. A grande mensagem foi para apostarmos no conhecimento.

 

Três perguntas ao Professor

A Executive Digest foi media partner desta conferência e no final teve oportunidade para colocar três perguntas a Partha Gohsh. Eis o que o Professor respondeu.

Porque razão desenha o triângulo mágico Lisboa, Guimarães, Porto como uma vantagem competitiva?

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Antes de mais porque é neste triângulo que vivem a maioria dos portugueses, se formos analisar bem os dados; depois, porque será entre estes vectores que Portugal poderá ser mais competitivo, uma vez que nele estão representados o conhecimento, a indústria e a inovação; finalmente porque através deste triângulo, Portugal pode delinear uma estratégia com a marca Portugal, defendendo assim os principais recursos e inputs que estão dentro dele.

Portugal tem um deficit muito grande no plano da educação. O que aconselha fazer para ultrapassar este problema?

Têm que ter muita paciência e apostar, desde já, num ensino de qualidade nos infantários.  É por aí que se começa e é nessa altura que os meninos e as meninas que virão a ser os líderes do país, são formados ao nível da integridade, dos desafios, do carácter e do reconhecimento. Não vale a pena investir milhões de dólares em educação universitária quando nada se investiu nos infantários.

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Depois, devem apostar num ensino secundário bastante abrangente, fornecendo as ferramentas para que os jovens sejam cultos, objectivos e curiosos perante o mundo que os rodeia. Paralelamente, deve-se investir no ensino técnico pois nem todos querem ser mestres.

Finalmente, devem apostar num ensino universitário verdadeiramente científico. Dependendo dos países, o ensino universitário científico deveria estar confinado a três ou quatro grandes áreas, para que a especificidade fosse grande.

O vinho do Porto continua a ser a salvação dos portugueses?

Não, julgo que não pode ser visto assim…O vinho do Porto é português, tem a vossa história e é um sector onde podem aliar a tradição com a tecnologia e com a inovação. Têm mesmo que o fazer sob pena de deixarem cair por terra uma das vossas pérolas e ainda por cima dentro do tal triângulo.

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