Uma das principais características da companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair é a sua política rigorosa quanto ao tamanho da bagagem de mão permitida na cabina. Antes do embarque, costumam verificar se as bagagens cumprem as normas.
Se a sua mala for demasiado grande, terá de pagar mais para a levar no avião. Foi o que aconteceu a um cliente britânico cuja mala era apenas um pouco grande demais.
Recorde-se que no passado dia 6 os ministros dos Transportes da UE aprovaram uma proposta para rever o quadro dos direitos dos passageiros aéreos no espaço europeu. A reforma, aguardada há mais de uma década, inclui medidas que alargam compensações e reforçam a assistência aos passageiros em caso de perturbações, mas a possibilidade de cobrança por bagagem de mão está a gerar controvérsia entre países e organizações de consumidores.
A proposta foi aprovada em Bruxelas apesar da oposição expressa de Alemanha, Portugal, Eslovénia e Espanha. Estes países contestaram sobretudo a inclusão de disposições que legitimam a cobrança por bagagem de cabina que não caiba debaixo do assento do passageiro — uma prática já adotada por muitas companhias aéreas de baixo custo e agora formalmente reconhecida.
De acordo com o novo texto, cada passageiro terá direito a transportar gratuitamente um item de mão pequeno, que possa ser colocado sob o assento. No entanto, malas de cabina que exijam colocação nos compartimentos superiores poderão ser sujeitas a taxas adicionais, a critério das companhias aéreas.
Voltado à passageira britânica: a Ryanair exigiu uma taxa de 70 euros para transportar a sua mala no avião de Leeds para Palma de Maiorca. No entanto, Natalie Sadler, recusou-se a desistir.
Qual foi o truque? Aproximou-se de um café perto da porta de embarque do Aeroporto de Leeds e pediu um saco de lixo. Natalie abriu a mala e esvaziou o conteúdo dentro do saco, que, bem acondicionado, cumpria os padrões de tamanho.
“Coloquei-o ao ombro como Pai Natal e disse: ‘Aqui está, fica com isto’. E entrei no avião”, contou Natalie Sadler, citada pelo tabloide britânico ‘Daily Mail’. A mulher referiu ainda ter sido aplaudida pelos restantes passageiros pela sua ousadia. “Disse-lhes que, depois da forma como ela (uma funcionária da Ryanair) falou comigo, eu não daria o meu dinheiro de maneira nenhuma. De maneira nenhuma”, acrescentou.
Acabou por perder a mala, mas ficou a satisfação de não pagar 70 euros extra. “Precisava de resolver o meu problema. Sou uma solucionadora de problemas, e resolvi. Fiquei furiosa. Só tive de me rir. Por mais que me incomodasse, é uma mala, ninguém morreu”, concluiu.














