O secretário geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, lamentou esta sexta-feira que o Ministério da Educação não tenha promovido o debate nem o conhecimento das suas propostas, no regresso do novo ano lectivo.
Na opinião do dirigente o ministério deveria «continuar uma prática de responsabilidade da educação cívica, que deve conter o reforço da participação democrática», mas ao contrário disso, «o exemplo que o Ministério da Educação dá é o inverso» do que é suposto.
O responsável partilhou um dos seus receios, dizendo que «será muito mau que o ministério pretenda desenhar a régua e esquadro um conjunto de normas, para ser realizado universalmente em todo o país, sem respeito pelas condicionantes especificas de cada comunidade».
«O Governo já deu um mau exemplo quando decretou que as primeiras cinco semanas (do regresso do ano lectivo) seriam destinadas à recuperação», não respeitando a especificidade da especialidade dos professores».
O Ministério da Educação já decidiu quais as novas medidas que serão aplicadas no próximo ano lectivo, com inicio em Setembro. Está prevista uma divulgação das mesmas esta sexta-feira, depois de Conselho de Ministros ter aprovado ontem uma resolução que inclui alterações à gestão do currículo, bem como um reforço dos mecanismos de recuperação das aprendizagens.





