Exportações da China aumentam quase 22% em janeiro e fevereiro

As exportações da China aumentaram quase 22% nos dois primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, à medida que o comércio com outros países além dos Estados Unidos (EUA) se expandiu.

Executive Digest com Lusa
Março 10, 2026
4:24

As exportações da China aumentaram quase 22% nos dois primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, à medida que o comércio com outros países além dos Estados Unidos (EUA) se expandiu.


Os números das exportações divulgados pela Administração-Geral da Alfândega da China foram muito melhores do que os economistas previam, superando em muito o ritmo anual de crescimento de 6,6% registado em dezembro.


As importações em janeiro e fevereiro aumentaram quase 20%, acima do aumento de 5,7% registado em dezembro. No entanto, as importações da China dos EUA caíram quase 27% em relação ao ano anterior.


As exportações da China têm sido um ponto positivo para a economia, apesar das tensões com os EUA. As exportações chinesas subiram 5,5% em 2025, com o excedente comercial a atingir um recorde de quase 1,2 biliões de dólares (1 bilião de euros).


O aumento das remessas para outras regiões, incluindo a Europa e a América Latina, ajudou a compensar uma queda de 20% nas exportações para os EUA, uma vez que o Presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma série de tarifas mais elevadas sobre as importações de grande parte do mundo.


O excedente comercial global da China em janeiro e fevereiro foi de 213,6 mil milhões de dólares (183 mil milhões de euros).


Os dados comerciais são normalmente combinados para janeiro e fevereiro de cada ano para ajudar a equilibrar os impactos sazonais do festival do Ano Novo Lunar, o maior período de feriados do ano.


A desaceleração da economia interna, alimentada por uma recessão de vários anos no setor imobiliário, tem pesado sobre a segunda maior economia do mundo. Na semana passada, os líderes chineses anunciaram uma meta de crescimento económico de 4,5% a 5% para 2026, a mais baixa desde 1991.


A guerra no Médio Oriente aumentou a incerteza sobre as perspetivas para o comércio, bem como para a própria segurança energética da China.


Um bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz, um ponto de trânsito para grande parte do comércio mundial de petróleo e gás, pode restringir o acesso da China ao petróleo iraniano relativamente barato e também reduzir o comércio com a região.


Uma recente decisão do Supremo Tribunal dos EUA contra as tarifas abrangentes de Trump, que já resultou em taxas mais baixas para países como a China, provavelmente poderia “fornecer um apoio modesto às exportações chinesas”, escreveram economistas do banco Bank of America numa nota de pesquisa.


A visita planeada de Trump a Pequim no final de março está a ser acompanhada de perto devido a uma possível extensão da trégua comercial entre os dois países alcançada em outubro, o que poderia ser uma notícia positiva para as exportações chinesas para os EUA.


 

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