Ética no século XXI

Por Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati

 

A Ética (Ethos grego – caracter, comportamento) é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. O que é a Ética? O que é ilegal e proibido; mas o que poderá ser imoral não é necessariamente ilegal. A ética, embora não possa ser confundida com a legislação, está relacionada com o sentimento de justiça social. A nível corporativo, a ética empresarial determina a conduta moral de uma empresa, seja ela pública ou privada.

A Ética é apenas teoria (conjunto de princípios que tentam discernir o bem e o mal, o que significa optar pelo bem) e a moral é prática (ou seja na hora de atuar temos que atuar moralmente; entre o certo ou errado, significa optar pelo certo). A ética ilumina a conduta moral: fazer um aborto legalmente aprovado é ético mas pode ser imoral para algumas pessoas.

Quando o termo Ética vem à discussão, falamos de integridade e confiança, respeito pela diversidade, implementação de comportamentos correctos. Do ponto de vista empresarial falamos de compliance e  governance Issues (legislação, auto-regulação, meio ambiente, fiscal and monetary reporting statutes). Os processos de decisão empresariais devem-se concentrar na proteção dos direitos das pessoas, dos funcionários e clientes, assegurando que todas as operações sejam honestas, justas, íntegras, respeito; protegendo o bem comum e garantindo que os valores e crenças individuais dos trabalhadores e cidadãos sejam protegidos.

Importa ainda referir quais as dimensões das práticas de negócios que podem ser suscetíveis de comportamentos não éticos e para os quais deveremos estar muito atentos:

  • Conflitos de interesses através da exposição dos clientes e colaboradores no que respeita a prendas, ofertas, convites, transações de valores e transacções particulares,
  • Relações interpessoais e chefes-subordinados, relações com clientes, fornecedores , parceiros e reguladores,
  • Qualidade e segurança dos produtos e serviços prestados e prática de concorrência leal,
  • Igualdade de oportunidades, não discriminação e reserva da intimidade da vida privada dos colaboradores, garantia de segurança e bem-estar no local de trabalho,
  • Relações com a comunicação social e práticas de marketing e publicidade,
  • Responsabilidade social e desenvolvimento sustentável,
  • Ser um transmissor de “fake news”.

Este conceito que tem milhares de anos, tem um valor enorme actualmente, no mundo digital e social, em que todos temos direito a influenciar a opinião dos outros, sem filtros, quer a nível individual e corporativo. Em todas estas áreas de intervenção temos oportunidade de reforçar o nosso posicionamento ético nas nossas relações privadas e nos negócios e como “à mulher de César não basta sê-lo, mas também parecê-lo”, deveremos ser extremamente sensíveis a todos os sinais negativos que possam surgir.

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