Esta noite olhe para o céu: está a chegar a última superlua de 2025

Lua cheia vai coincidir com o perigeu, o ponto da órbita em que está mais próxima da Terra

Francisco Laranjeira
Dezembro 4, 2025
7:45

A última superlua de 2025 será visível na noite de 4 de dezembro, quando a Lua cheia coincidir com o perigeu, o ponto da órbita em que está mais próxima da Terra. Esta aproximação tornará o satélite até 10% maior e significativamente mais brilhante. A superlua de dezembro é conhecida como Lua Fria, nome associado ao início dos meses mais escuros e rigorosos do inverno.

Segundo o site alemão ‘DW’, a Lua estará cerca de 27.300 quilómetros mais perto da Terra, o que intensifica o impacto visual quando surge no horizonte. Contudo, para a maioria dos observadores, a diferença de tamanho será subtil. O aparente aumento deve-se sobretudo ao fenómeno conhecido como ilusão lunar, através do qual objetos próximos do horizonte parecem maiores aos olhos humanos.

A tonalidade amarelada observada no nascimento da Lua resulta de um percurso mais longo da luz até ao observador, o que dispersa os comprimentos de onda mais curtos e deixa predominantes os tons avermelhados. À medida que sobe no céu, a Lua adquire um tom mais azulado.

Os nomes tradicionais das luas cheias

Associadas a tradições essencialmente americanas — indígenas e coloniais — as luas cheias possuem designações específicas que se tornaram comuns a nível global. Entre elas contam-se Lua do Lobo (janeiro), Lua de Neve (fevereiro), Lua da Minhoca (março), Lua Rosa (abril), Lua das Flores (maio), Lua de Morango (junho), Lua de Buck (julho), Lua do Esturjão (agosto), Lua do Milho (setembro), Lua do Caçador (outubro), Lua do Castor (novembro) e Lua Fria (dezembro).

A primeira superlua de 2026 chegará cedo: a 3 de janeiro, a Lua do Lobo voltará a aproximar-se da Terra. Seguem-se duas superluas tardias, a 24 de novembro e a 24 de dezembro.

Duas chuvas de meteoros encerram o ano

Além da superlua, dezembro será marcado por duas chuvas de meteoros. Os Geminídeos, ativos até 20 de dezembro, atingem o pico a 14 de dezembro, podendo atingir 120 meteoros por hora. Já os Ursídeos, visíveis de 17 a 26 de dezembro, terão uma atividade bem mais modesta, com cerca de uma dúzia de meteoros por hora.

Um 2026 com mais de dez chuvas de meteoros

O próximo ano trará uma agenda astronómica recheada, incluindo cerca de uma dúzia de chuvas de meteoros, indicam os Museus Reais de Greenwich. Entre as mais relevantes contam-se as Quadrântidas (pico a 4 de janeiro), Líridas (22 de abril), Eta Aquáridas (6 de maio), Delta Aquarídeos (30 de julho), Perseidas (13 de agosto), Draconídeos (9 de outubro), Orionídeos (21 de outubro), Taurídeos (outubro a dezembro), Leónidas (18 de novembro), Geminídeos (14 de dezembro) e Ursídeos (22 de dezembro).

Dois eclipses solares prometem marcar o próximo ano

O calendário de 2026 inclui ainda dois eclipses solares. Um eclipse anular ocorrerá a 17 de fevereiro, visível sobretudo na Antártida e parcialmente em regiões da América do Sul, África e Madagáscar. A 12 de agosto, um eclipse solar total será observado na Espanha, Islândia, Gronelândia e norte da Rússia, enquanto grande parte da Europa, América do Norte e zonas de África assistirá a um eclipse parcial.

Com a última superlua de 2025 e um conjunto de fenómenos celestes pela frente, dezembro promete ser um mês intenso para quem acompanha o céu noturno.

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