O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, anunciou que irá realizar uma chamada telefónica hoje com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de discutir esforços de paz envolvendo a Ucrânia e a Rússia, bem como questões ligadas à situação em Gaza.
A declaração foi feita na passada sexta-feira, em Istambul, durante conversa com jornalistas, em que Erdogan enfatizou a importância de manter o diálogo internacional ativo face aos conflitos em curso.
“O contacto com o presidente Trump será uma oportunidade para reforçarmos os esforços de mediação e coordenação em dois dos pontos críticos da política internacional atual”, afirmou Erdogan, sem detalhar resultados concretos ou decisões a serem tomadas.
O presidente turco confirmou ainda que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hakan Fidan, participará nos próximos dias numa reunião da Coalizão dos Dispostos, um grupo de países que apoia a Ucrânia. A reunião terá lugar em Paris e pretende articular estratégias de apoio militar, humanitário e político.
Segundo Erdogan, a presença de Fidan evidencia o papel ativo da Turquia na diplomacia regional, sobretudo em questões relacionadas com a Ucrânia e a crise humanitária em Gaza.
As iniciativas diplomáticas de Ancara ocorrem num momento de negociações internacionais delicadas, incluindo cessar-fogo, assistência humanitária e cooperação militar. A Turquia tem procurado posicionar-se como mediadora, mantendo contactos tanto com os países aliados da Ucrânia como com atores envolvidos na região do Médio Oriente.
“O envolvimento da Turquia na Coalizão dos Dispostos e a ligação com os EUA demonstram a nossa determinação em contribuir para a estabilidade regional e para a proteção de civis em zonas de conflito”, acrescentou Erdogan, reiterando que não foram anunciadas novas datas ou resultados concretos das conversas.
Além da ligação com Trump e da participação de Fidan em Paris, o governo turco não divulgou outras reuniões específicas, mas confirmou que as atividades diplomáticas continuarão nos próximos dias, acompanhando de perto os desdobramentos em Ucrânia e Gaza.
A reunião em Paris tem como foco principal coordenar os esforços dos países que integram a Coalizão dos Dispostos, em paralelo às discussões sobre cessar-fogo e assistência humanitária no terreno, e deverá servir como base para futuras iniciativas de mediação.














