Eleições dos órgãos externos da Assembleia da República marcadas para 16 de abril

José Pedro Aguiar-Branco anunciou, esta quarta-feira, que as eleições para os órgãos externos da Assembleia da República, incluindo do Tribunal constitucional, estão agendada para 16 de abril – já as candidaturas terão de ser apresentadas até dia 2 desse mês.

Executive Digest

José Pedro Aguiar-Branco anunciou, esta quarta-feira, que as eleições para os órgãos externos da Assembleia da República, incluindo do Tribunal constitucional, estão agendada para 16 de abril – já as candidaturas terão de ser apresentadas até dia 2 desse mês. Fica assim desfeito o impasse que se arrastava há várias semanas no Parlamento e que levou a adiamentos sucessivos na marcação das eleições em causa.

De acordo com o Presidente da Assembleia da República, “foi assumido o compromisso, de forma definitiva, de que as candidaturas terão de ser apresentadas até o dia 2 de abril e as eleições ocorrerão no dia 16 de abril”. O líder parlamentar sublinhou que este calendário foi aprovado por unanimidade na Conferência de Líderes, destacando a importância do ato eleitoral para “o bom funcionamento de todos os órgãos da nossa democracia” e para que, no Conselho de Estado agendado para 17 de abril, os lugares estejam preenchidos.

Aguiar-Branco reforçou ainda a natureza do processo: “Sendo uma eleição por escrutínio secreto, não se pode garantir em absoluto qual é o resultado dessas eleições. Mas há a expectativa de que seguramente serão eleitos aqueles que devem ter que ser eleitos com esse ato eleitoral”.

O dirigente parlamentar considerou o cumprimento do calendário como um “passo muito relevante e muito importante, com sentido político”, destacando que as eleições não serão novamente adiadas, como ocorreu em episódios anteriores. “Esse assumir de responsabilidade e maturidade política esteve bem presente e foi de reconhecimento unânime da necessidade de fixação, quer da data de apresentação das candidaturas, quer destas eleições. Acho que é um passo qualitativo diferente em relação àquilo que tinha acontecido até agora”, afirmou.

O responsável destacou “o sentido da importância de que esta eleição reveste para o bom funcionamento de todos os órgãos da nossa democracia e daquilo que é importância também para que, nomeadamente, já no próximo Conselho de Estado também possam estar preenchidos os lugares que são os lugares também para o próximo Conselho de Estado que será realizado dia 17 de abril”, encontro que foi hoje marcado pelo novo Presidente da República António José Seguro.

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Questionado pelos jornalistas sobre um eventual entendimento dos partidos sobre os nomes a apresentar, respondeu que “a única certeza é que haverá apresentação de candidaturas até ao dia 2 e que as eleições vão realizar-se no dia 16, merecendo a unanimidade dos líderes dos grupos parlamentares, nomeadamente aqueles que têm maior responsabilidade na apresentação dos candidatos”.

Impasse arrastava-se há semanas
Recorde-se que o processo de marcação das eleições para os órgãos externos da Assembleia da República tem estado bloqueado e tem sido alvo de sucessivos adiamentos. Na semana passada, a Assembleia da República suspendeu novamente a apresentação da lista para os órgãos externos, incluindo o Tribunal Constitucional, devido a dificuldades em consensualizar as escolhas entre PSD, PS e Chega.

Segundo relatórios parlamentares, o PS tinha solicitado novo adiamento, dificultando a definição da lista de candidatos. A Provedoria de Justiça permanece sem titular desde a saída de Maria Lúcia Amaral, enquanto dois lugares no Conselho de Estado ficaram vagos após a morte de Pinto Balsemão e a saída de Pedro Nuno Santos da política ativa.

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O acordo político sobre datas e prazos representa o desfecho de negociações intensas entre partidos. “Basta um dia de atraso para não ser”, frisou Aguiar-Branco, sublinhando a necessidade de cumprimento rigoroso do calendário, evitando adiamentos que marcaram os meses anteriores.

O encerramento do processo permitirá também que as nomeações para outros órgãos externos, como a Provedoria de Justiça, sejam regularizadas, garantindo estabilidade institucional e reforçando a maturidade política da Assembleia da República.

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