As mortes suspeitas de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) ascendem a 177 e os casos a 750, mas receia-se que o alcance da epidemia seja “muito maior”, afirmou hoje o diretor-geral da OMS.
Na vizinha Uganda, a situação é “estável”, sem novos casos registados, pelo que os casos confirmados continuam a ser dois, com um falecido, acrescentou o líder da Organização Mundial da Saúde (OMS) na sua conta oficial na rede social X.
"The #Ebola outbreak in the #DRC is spreading rapidly.
Previously, WHO assessed the risk as high at the national and regional levels and low at the global level.
We are now revising our risk assessment to very high at the national level, high at the regional level, and low at…
Continue a ler após a publicidade— World Health Organization (WHO) (@WHO) May 22, 2026
O anterior balanço apontava para 160 mortos e 671 casos. Na RDCongo, os números aumentam “à medida que melhoram os trabalhos de vigilância e os testes laboratoriais, mas a violência e a insegurança estão a dificultar a resposta”, acrescentou o responsável máximo da agência de saúde das Nações Unidas.
Tedros Adhanom Ghebreyesus indicou o destacamento de mais profissionais da OMS para a província congolesa de Ituri, o epicentro da epidemia, para apoiar as comunidades afetadas, mantendo-se ao mesmo tempo o contacto regular com as autoridades governamentais para coordenar as ações de resposta.
O diretor-geral dá hoje uma conferência de imprensa, a segunda desde que foi declarada no domingo a emergência internacional.
É a primeira vez que um alto responsável da OMS emite este tipo de alerta sem convocar previamente um comité de emergência, embora, por enquanto, os especialistas da organização considerem baixo o risco a nível global, mantendo-o, no entanto, elevado na RDCongo e na região da África Subsariana.
A RDCongo é regularmente afetada por epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
A epidemia, declarada a 15 de maio, corresponde a uma nova estirpe do Ébola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
O Ébola provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa, tendo já causado mais de 15.000 mortes em África nos últimos 50 anos.




