Dinamarca vai reforçar presença militar na Gronelândia, anuncia ministro da Defesa

A Dinamarca vai aumentar a sua presença militar na Gronelândia e intensificar a cooperação com os aliados da NATO no Ártico, anunciou esta quarta-feira o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, num contexto de crescente atenção internacional ao futuro do território autónomo.

Pedro Gonçalves
Janeiro 14, 2026
17:06

A Dinamarca vai aumentar a sua presença militar na Gronelândia e intensificar a cooperação com os aliados da NATO no Ártico, anunciou esta quarta-feira o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, num contexto de crescente atenção internacional ao futuro do território autónomo.

Em declarações divulgadas poucas horas antes de uma reunião de alto nível entre representantes da Gronelândia, da Dinamarca e dos Estados Unidos, agendada para a Casa Branca, o governante afirmou que Copenhaga pretende reforçar tanto o dispositivo militar nacional como a coordenação no quadro da Aliança Atlântica. “Vamos continuar a fortalecer a nossa presença militar na Gronelândia, mas teremos também um foco ainda maior, dentro da NATO, em mais exercícios e numa presença acrescida da NATO no Ártico”, escreveu Troels Lund Poulsen numa declaração enviada à AFP.

O ministro acrescentou que a Dinamarca mantém “um diálogo em curso com os seus aliados sobre novas e reforçadas atividades em 2026”, sublinhando a importância estratégica da região no actual contexto de segurança internacional.

De acordo com a emissora pública dinamarquesa DR, as Forças Armadas da Dinamarca vão enviar uma unidade avançada para a Gronelândia, com o objetivo de preparar o terreno para um eventual reforço do contingente militar no território. Segundo a mesma informação, esta unidade ficará responsável por tarefas logísticas e pela preparação das infraestruturas necessárias à chegada de mais militares.

A presença militar dinamarquesa na Gronelândia é atualmente coordenada a partir do Comando do Ártico, sediado em Nuuk. Segundo a DR, o contingente já destacado no território está a preparar-se para receber possíveis reforços, enquanto decorrem contactos com vários aliados europeus sobre um eventual apoio militar adicional à defesa da ilha.

Questionado pela estação televisiva, o Comando da Defesa da Dinamarca não confirmou diretamente o envio da unidade avançada, mas reconheceu um aumento da atividade militar no Ártico ao longo do último ano. Em comunicado, explicou que esse reforço resulta, em parte, de diferentes acordos de defesa em vigor. “As Forças Armadas treinam regularmente a projeção de capacidades no Ártico e mantêm uma presença como parte das suas tarefas normais, bem como em preparação para atividades futuras”, indicou o Forsvarskommando.

A decisão de reforçar a presença militar surge num momento de particular sensibilidade diplomática. A Dinamarca tem sido anteriormente criticada pelo presidente norte-americano, J.D. Vance, que acusou Copenhaga de ter negligenciado a defesa da Gronelândia.

O próprio J.D. Vance deverá participar, ainda esta quarta-feira, em conversações de alto nível com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca e da Gronelândia, centradas no futuro do território autónomo, cuja importância estratégica no Ártico tem vindo a ganhar destaque no debate internacional.

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