Mais do que uma resposta pontual a constrangimentos do sistema público, este aumento traduz uma evolução profunda nos hábitos e expetativas dos consumidores, num contexto de maior longevidade e pressão sobre os serviços de saúde.
De acordo com a Saúde Prime, esta tendência assenta em três fatores principais: a saúde tornou-se uma prioridade clara, especialmente após a pandemia, com preocupação crescente pela previsibilidade financeira; a prevenção e o acompanhamento regular ganharam peso face a uma lógica meramente reativa; e há uma procura crescente por rapidez, conveniência e acesso garantido a especialistas.
O setor enfrenta, assim, o desafio de desenvolver soluções adaptadas aos novos hábitos dos consumidores, à maior esperança média de vida e às diferentes fases da vida. O envelhecimento demográfico e a prevalência crescente de doenças crónicas exigem um equilíbrio entre acessibilidade, sustentabilidade financeira e eficiência operacional, reforçando a necessidade de modelos preventivos e flexíveis.
A transformação digital tem desempenhado um papel decisivo nesta evolução. A integração de tecnologia, automação e Inteligência Artificial permite simplificar processos, reduzir burocracia e acelerar o acesso aos cuidados. Para os clientes, traduz-se em menos deslocações e mais rapidez; para prestadores e seguradoras, facilita a gestão clínica e a criação de soluções ajustadas, baseadas em dados reais.














