O primeiro-ministro, António Costa, deixou esta terça-feira um alerta, através da sua conta de Twitter, sobre a situação epidemiológica de Portugal, começando por dizer que esta «se mantém estável, com redução do número de casos de Covid-19».
«No entanto, o risco efetivo de transmissão está a aumentar. Não obstante o desconfinamento em curso, é muito importante manter todas as cautelas e aplicar as medidas de prevenção», apelou o responsável aos portugueses, depois da reunião entre especialistas e peitos no Infarmed, em Lisboa.
O plano de vacinação, tal como sublinhado no @INFARMED_IP, tem como meta chegar ao final da semana com 80% dos maiores de 80 anos inoculados. Nos próximos dias, mais de um milhão de portugueses estarão vacinados com uma dose e meio milhão com duas doses da vacina.#vacinacovid19 pic.twitter.com/etahfrb3Uf
— António Costa (@antoniocostapm) March 23, 2021
O responsável falou ainda sobre o processo de vacinação. «Como sublinhado no Infarmed, (o plano) tem como meta chegar ao final da semana com 80% dos maiores de 80 anos inoculados. Nos próximos dias, mais de um milhão de portugueses estarão vacinados com uma dose e meio milhão com duas doses da vacina», escreveu Costa.
Também esta terça-feira a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que «a situação epidemiológica do nosso país mantém-se estável» e que Portugal está «em contraciclo» no contexto europeu. Ainda assim, alertou que é preciso «continuar a progredir».
«Há uma tendência decrescente naquilo que é o número de novos casos por covid-19, no número de internamentos e na mortalidade. Esta é a primeira nota», começou por dizer Marta Temido em declarações aos jornalistas.
A ministra da Saúde disse também que Portugal está num patamar referente aos 60 e 120 casos por cem mil habitantes ao longo dos últimos 15 dias. «Em termos de risco de transmissão estamos no 0,89 para o território continental», continuou.
Segundo a governante, o risco efetivo de transmissão mais baixo foi atingido em meados de fevereiro: 0,61. «Portanto, temos assistido a um aumento deste indicador», alertou.
Marta Temido sublinhou, também, a importância «de manter o risco efetivo de transmissão e os níveis de incidência controlados”. “Se isso não acontecer, corremos o risco de não andar para a frente ou, se estivermos numa fase mais complexa da pandemia, de ter de voltar para trás», avisou. Assim, a ministra lembrou que é necessário «continuar a progredir».
A nível europeu, Temido afirmou que «vários países situam-se com uma incidência maioritariamente elevada», tratando-se, por isso, de um «contexto adverso e preocupante». Assim, Portugal está em «contraciclo», pelo que é preciso «manter uma atenção elevada e uma especial precaução».












