Covid-19. Linha SNS 24 (outra vez) em baixo

A linha SNS 24 está em baixo, sendo impossível estabelecer qualquer ligação com o serviço, devido ao pico de chamadas por causa do coronavírus. 

Executive Digest

A linha SNS 24 está em baixo, sendo impossível estabelecer qualquer ligação com o serviço, devido ao pico de chamadas por causa do coronavírus.

Às 09:50, a Executive Digest (ED) fez o teste, ligando para o 808 24 24 24,  mas a chamada não é estabelecida, à semelhança do que já havia acontecido na manhã de quinta-feira.

Contactados pela ED, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que gere o centro de contacto do Serviço Nacional de Saúde, dá conta de alguns problemas na linha SNS 24», devido ao excesso de chamadas recebidas», garantindo que estão «a tentar regularizar a situação». Não foi, no entanto, apontado um prazo para a regularização da linha.

Em fase de pandemia, a linha da SNS24 mantém o custo de uma chamada local. No horário normal (das nove às 21 horas), o primeiro minuto tem um custo máximo de 0,07 euros (sete cêntimos) e os seguintes serão taxados, no máximo, a 0,027 euros (2,7 cêntimos). No horário económico (entre as 21:01 e as 08:59), mantém-se o custo do primeiro minuto e os seguintes são taxados a 0,0084 euros (0,84 cêntimos). Todos estes valores serão acrescidos de IVA.

Na Comissão parlamentar de Saúde, a ministra da Saúde informou, na quarta-feira, que a Linha SNS 24 vai ser reforçada hoje  com mais 81 enfermeiros para responder ao aumento de chamadas devido ao Covid-19. «Ainda esta sexta-feira, a [operadora] Altice reforçará o número de enfermeiros disponíveis para o atendimento [81]», anunciou Marta Temido, adiantando que o contrato que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde têm com a operadora Altice está neste momento «largamente ultrapassado».

Continue a ler após a publicidade

«O contrato tem um volume de chamadas que fazia parte da previsibilidade de resposta de uma linha deste tipo e aquilo que tem sido a procura associada ao Covid-19 fez de facto aumentar significativamente a necessidade de resposta», sublinhou, dizendo que iria ter uma reunião com a Altice sobre a possibilidade de desdobramento de linha.

Por outro lado, o Governo está também a apelar a quem precisa da Linha de Saúde 24, apenas para informações que não são de saúde, que as coloque por e-mail. Está também a ser ponderada a abertura de um call center num outro ponto do país.

Marta Temido avançou ainda que vai haver uma reunião com as ordens profissionais amanhã, sublinhando que já conversou com o bastonário da Ordem dos Psicólogos no sentido de equacionar o apoio de psicólogos à Linha de Saúde 24. «Há um conjunto de informações que se prendem com o apoio psicológico», diz.

Continue a ler após a publicidade

Na terça-feira, recorde-se que a directora-geral de Saúde, Graça Freitas, admitiu no Parlamento que a Linha SNS 24 atingiu «picos nunca esperados» de procura.

O número de pessoas infectadas desde Dezembro pelo novo coronavírus no mundo aumentou para mais de 128 mil e o número de mortes subiu para 4.728. Até agora, mais de 49  pessoasrecuperaram. 

Em Portugal, a Direção Geral da Saúde (DGS) actualizou o número de infectados, que são agora 78. Nas últimas 24 horas foram confirmados mais 19 casos. Do total, há uma criança na faixa etária entre 0 a 9 anos. Há dois casos com mais de 80 anos. Nesta quinta-feira, pela primeira vez um infectado com coronavirus ficou curado em Portugal. Trata-se de um dos primeiros diagnosticados no Hospital de São João no Porto.

Ainda segundo o boletim divulgado pela DGS, há 637 casos suspeitos, 133 dos quais aguardam resultado laboratorial. Existem ainda 4923 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Se apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldade respiratória, não se desloque às urgências. A autoridade de saúde pede que ligue para a Linha SNS 24 (808 24 24 24).

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.