Confederações empresariais disponíveis para negociar lei laboral a partir da próxima semana

“A semana começa na segunda-feira. A partir das nove da manhã estamos disponíveis para estar cá”, reiterou o presidente da CTP, em representação também da CIP, CAP e CCP.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 18, 2026
16:50

Os ‘patrões’ afirmaram hoje que têm “interesse” em alcançar um acordo sobre a lei laboral, pelo que sem a presença da UGT no encontro de hoje “na prática não houve reunião” e mostraram-se disponíveis para negociar para a semana.

“Na prática, não houve reunião”, disse o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, à saída da reunião de hoje no Ministério do Trabalho, falando em representação das restantes três confederações empresariais.

Francisco Calheiros referiu que o encontro de hoje seria para fazer uma “avaliação” das reuniões técnicas que têm existido entre Governo, confederações empresariais e UGT e que dado que a central sindical liderada por Mário Mourão “manifestou indisponibilidade para estar nesta reunião”, as confederações “transmitiram a sua disponibilidade” para voltar a negociar a partir da próxima segunda-feira.

A ministra do Trabalho reuniu-se esta tarde com as confederações patronais para discutir as alterações à legislação laboral, mas sem a presença da CGTP, que não foi convocada pelo Governo, nem da UGT, que anunciou que não iria participar na reunião, considerando-a “extemporânea” e lamentando a sua divulgação quando informou atempadamente o Governo da sua indisponibilidade nesta data.

Fonte oficial do ministério tinha indicado à Lusa que “a UGT foi convidada e não mostrou disponibilidade em nenhum momento esta semana”, mas que “o Governo mantém toda a disponibilidade para conversar” com a central sindical.

“A semana começa na segunda-feira. A partir das nove da manhã estamos disponíveis para estar cá”, reiterou o presidente da CTP, em representação também da CIP, CAP e CCP, acrescentado que ficaram “à espera que a senhora Ministra confirmasse se, de facto, na segunda-feira, às nove da manhã, a UGT pode ou não estar [presente] para fazermos a reunião”.

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