Como melhorar a mobilidade nas cidades

Cerca de metade (52%) dos consumidores de todo o mundo sente-se frustrado com a experiência de utilização de transportes públicos.

Filipa Almeida

Cerca de metade (52%) dos consumidores de todo o mundo sente-se frustrado com a experiência de utilização de transportes públicos e a complexidade associada ao pagamento está, muitas vezes, no centro das queixas. Segundo o estudo “O Futuro dos Transportes: Mobilidade na Era da Megacidade” da Visa, em colaboração com a Universidade de Stanford, a forma como nos deslocamos diariamente está a mudar e algumas dessas alterações dependem dos próprios operadores: se fosse mais fácil pagar pelo transporte público, o uso médio aumentaria em 27%.

O mesmo estudo indica que a necessidade de bilhetes distintos para diferentes modos de viagem é um problema para 47%, bem como o desconhecimento do valor a pagar (44%). Problemas como estes podem levar os cidadãos a optar pelo automóvel, uma solução menos sustentável.



Quanto aos condutores, a Visa revela que 47% gostaria de ter uma aplicação ou ferramenta que recomendasse o combustível mais barato disponível e que 35% gostaria de uma solução semelhante que reconhecesse o local onde se está a tentar reabastecer e permitisse o pagamento digital.

Os passageiros escolhem o tipo de transporte com base em três factores: conveniência, fiabilidade e superlotação, sendo que a importância de cada um varia consoante a idade.

Herman Donner, investigador doutorado da Universidade Stanford e co-autor do estudo, considera que já existem produtos que poderiam facilmente abordar as frustrações diárias identificadas. Porém, nenhuma das soluções disponíveis deve ser desenvolvida isoladamente.

«Um grande desafio reside, portanto, na identificação inicial de tecnologias relevantes que forneçam produtos adequados para o mercado e procedam à implementação juntamente com um amplo conjunto de partes interessadas, incluindo operadores de mobilidade, empresas de tecnologia, proprietários de infra-estruturas e agências de transporte público», aponta o investigador.

O estudo da Visa e Universidade de Stanford tem por base as respostas de mais de 19 mil pessoas de 19 países.

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