Chuva e trovoada no horizonte: Fim de abril poderá trazer nova vaga de instabilidade ao tempo em Portugal

A previsão aponta para uma probabilidade entre 50% e 60% de ocorrência de precipitação significativa no final do mês, com possibilidade de trovoadas associadas.

Executive Digest
Abril 23, 2025
6:15

Apesar dos dias recentes de calor e céu limpo, o tempo em Portugal poderá voltar a sofrer uma reviravolta nos últimos dias de abril. De acordo com previsões do portal especializado LusoMeteo, existe uma probabilidade significativa de instabilidade meteorológica a partir de 28 ou 29 de abril, associada à formação de uma nova depressão ou bolsa de ar frio. Esta situação poderá originar precipitação intensa, trovoadas e um acentuado arrefecimento, sobretudo em Portugal Continental.

“Estamos já a analisar uma nova depressão que provavelmente nos virá visitar no final do mês de abril e/ou no início de maio”, adianta o LusoMeteo na sua mais recente análise. Esta formação atmosférica poderá introduzir alterações bruscas, após uma fase de tempo quente e seco, abrindo a porta a uma nova vaga de humidade e instabilidade.

A previsão aponta para uma probabilidade entre 50% e 60% de ocorrência de precipitação significativa no final do mês, com possibilidade de trovoadas associadas. Estas condições poderão repetir o cenário registado em torno de 10 de abril, altura em que o tempo seco deu lugar a uma sequência de dias mais húmidos e instáveis.

Possível regresso do frio — e até da neve?
Ainda que a aproximação do Verão torne a neve um fenómeno progressivamente mais improvável, o LusoMeteo não exclui por completo o seu regresso nas serras, em especial na Serra da Estrela. “Somos forçados a dizer: sim, é possível”, escreve a equipa do portal, baseando-se nas projeções mais recentes dos modelos atmosféricos.

Apesar da subida das temperaturas verificada nos últimos dias, os especialistas alertam que essa tendência pode ser apenas temporária. A oscilação de Madden-Julian (MJO), que permanece nas fases 6 e 7 — associadas a maior convecção no Pacífico Oeste — está a favorecer a manutenção de um anticiclone do Atlântico pouco robusto e de comportamento errático, o que contribui para uma atmosfera instável e difícil de prever.

Instabilidade poderá estender-se a maio
As projeções para o início de maio seguem a mesma linha de incerteza. O cenário mais plausível, segundo os modelos meteorológicos analisados, é o de continuidade da instabilidade, com o Dia do Trabalhador (1 de Maio) também em risco de ser marcado por aguaceiros e céu encoberto.

O LusoMeteo sublinha que este não é ainda um boletim mensal completo, mas antecipa que o mês de maio poderá manter os mesmos padrões de instabilidade. “O mês de maio pode ser, de facto, instável – com um anticiclone muitas vezes afastado, com depressões e bolsas de ar frio com alguma frequência a trazerem risco de aguaceiros, trovoadas e tempo mais fresco.”

Segundo o modelo ECMWF, existe uma probabilidade acrescida de precipitação durante a segunda e terceira semanas de maio (entre os dias 5 e 19), sendo expectável que o calor vá surgindo de forma intermitente, entre episódios de tempo instável.

Nos arquipélagos, o cenário meteorológico poderá divergir significativamente do Continente. Nos Açores, prevê-se tempo mais chuvoso entre 22 e 27 de abril, com uma possível inversão para condições mais secas no final do mês.

Já na Madeira, tudo dependerá do posicionamento exato da referida bolsa de ar frio. Caso esta se desloque mais a norte, o arquipélago poderá escapar com apenas algum vento. Se, por outro lado, a depressão se posicionar mais a sul, será de esperar o regresso da instabilidade também na região madeirense.

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