Catarina Martins vai abandonar a liderança do Bloco de Esquerda, depois do anúncio, esta terça-feira, em Lisboa, que não será candidata a coordenadora na próxima convenção nacional do BE.
“Esta renovação vai multiplicar energia do Bloco”, explicou a responsável. “Para depois da convenção, não ‘vou andar por aí’. O Bloco é o partido onde estou, vou estar em todas as lutas, como sempre, e é com muita confiança que vejo o futuro do meu partido”, frisou, na despedida.
A dirigente assumiu a coordenação do partido há 11 anos, em 2012, rendendo Francisco Louçã, numa liderança partilhada com João Semedo. Em 2014, tornou-se porta-voz do partido e em 2016, após as eleições legislativas e presidenciais que deram ao BE os melhores resultados da sua história, chegou a coordenadora nacional.
“A instabilidade da maioria absoluta mudou. Esta crise em choque com luta popular é o sinal de fim de ciclo político. O que me fez decidir neste momento é porque é agora que o Bloco deve começar a preparação da mudança política que já aí está. Neste tempo novo, estarão os velhos fantasmas, os ódios racistas que são o retrato de uma política mesquinha e vão estar os poderes de sempre com o a oligarquia que se alimenta da especulação financeira”, apontou Catarina Martins.
“Se posso tomar esta decisão é porque tenho a absoluta tranquilidade que no Bloco de Esquerda há muitas pessoas com capacidade e força para assumir estas funções”, apontou a coordenadora, sem no entanto apontar quem a poderá suceder.













