Carro Europeu do Ano 2026: conheça os ‘sete magníficos’ na corrida pela distinção (e as ausências surpreendentes…)

Há a destacar a ausência de carros chineses , embora a lista inicial de concorrentes incluísse até 11 candidatos de marcas como BYD, Firefly, Leapmotor, MG, Smart e Zeekr

Automonitor
Outubro 31, 2025
11:31

O prémio ‘Carro Europeu do Ano 2026’ entrou na reta final. Após uma seleção inicial de 35 modelos, o júri do galardão — criado em 1964 — reduziu a lista de finalistas. Segundo o ‘El Mundo’, eis os sete ‘magníficos’ que disputarão o título: Citroën C5 Aircross, Dacia Bigster, Fiat Grande Panda, Kia EV4, Mercedes-Benz CLA, Renault 4 e Skoda Elroq.

Há a destacar a ausência de carros chineses , embora a lista inicial de concorrentes incluísse até 11 candidatos de marcas como BYD, Firefly, Leapmotor, MG, Smart e Zeekr.

De acordo com o jornal espanhol, a escolha do vencedor será anunciada a 9 de janeiro, durante o Salão Automóvel de Bruxelas. Antes disso, os 59 jornalistas de 23 países responsáveis pela decisão realizarão os testes finais em Castellolí, nos arredores de Barcelona, em meados de dezembro.

A corrida pela terceira vitória consecutiva da Renault

Na última edição, o Renault 5 E-Tech, acompanhado pela versão desportiva Alpine A290, foi eleito Carro Europeu do Ano, sucedendo ao Renault Scénic E-Tech e garantindo à marca francesa duas vitórias consecutivas. A Renault pode agora repetir o feito e conquistar uma terceira distinção seguida com o Renault 4 E-Tech, modelo totalmente elétrico que contará também com versão 4×4.

Entre os finalistas, o Kia EV4, o Skoda Elroq e o Mercedes-Benz CLA apresentam igualmente motorizações 100% elétricas, embora o sedan alemão venha a dispor de variantes híbridas no futuro. Já o Citroën C5 Aircross e o Fiat Grande Panda apostam na versatilidade, com opções a gasolina, híbridas e elétricas. O Dacia Bigster distingue-se por não ter versão totalmente elétrica, oferecendo alternativas a GPL, híbridas leves e completas, incluindo tração às quatro rodas.

Mercado europeu privilegia híbridos

Os modelos finalistas refletem as preferências do mercado automóvel europeu. Mais de um terço dos veículos de passageiros e SUV registados até setembro eram híbridos não plug-in, seguidos dos automóveis a gasolina (27%) e dos elétricos a bateria (16,1%), segundo dados da ACEA, associação que representa a indústria automóvel europeia.

Apesar do avanço da eletrificação, a lista deste ano é considerada uma das mais “populares” dos últimos tempos, com apenas um modelo premium — o Mercedes-Benz CLA — e preços mais acessíveis. O valor médio de um automóvel na Europa aumentou 40% desde 2019, mas entre os finalistas há propostas para diferentes orçamentos: o Fiat Grande Panda a gasolina, com 100 cv, parte dos 17.000 euros, enquanto o CLA 350 pode atingir quase 60.000 euros e uma autonomia de 768 quilómetros.

Avaliação rigorosa e critérios distintos

O processo de escolha do Carro Europeu do Ano é conhecido pelo rigor e pela transparência. Nenhum jurado conhece a pontuação obtida por cada finalista antes da votação final. Cada jornalista dispõe de 25 pontos para distribuir entre os sete concorrentes, sendo obrigatório justificar as atribuições. O automóvel mais pontuado será revelado em janeiro.

O prémio visa distinguir a inovação a preços acessíveis, mas os critérios variam consoante o país. No sul da Europa, os jurados tendem a valorizar modelos práticos e multifuncionais, capazes de servir como único veículo familiar. Já no Centro e Norte da Europa, os avaliadores dão prioridade à tecnologia e à emoção automóvel, relegando o preço e a praticidade para segundo plano.

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