Os parisienses e londrinos não terão um dia fácil pata chegar ao trabalho ou à escola: As duas capitais europeias são esta quinta-feira afetadas por duas greves dos trabalhadores dos transportes públicos, que reclamam com a subida do custo de vida.
Em Paris, a circulação de metro vai estar completamente interrompida durante todo o dia em cinco das 16 linhas, avisa o operador de transportes RATP, que aconselha a população a trabalhar a partir de casa, se possível. São esperadas perturbações nas outras linhas do metro de Paris, bem como nos comboios e autocarros, devido à paralisação.
Já em Londres, os trabalhadores do metro estão em greve, depois de as negociações com a autoridade dos transportes da cidade terem falhado. Os Transportes de Londres avisam que a paralisação pode continuar a ter efeitos na sexta-feira de manhã, pelo que aconselha os utentes a evitarem viajar no metro até sexta-feira à tarde.
“Não haverá serviços no metro. Outros serviços estarão em funcionamento, mas extremamente procurados ou sujeitos a mudanças de horário”, avisam os responsáveis.
A greve de trabalhadores dos transportes em França é a última numa série de protestos por melhores salários. Antes, houve paralisações entre os trabalhadores de refinação de petróleo, o que causou sérios problemas no fornecimento e abastecimento de combustível em todo o país.
Já em Londres, as greves sucedem-se há meses, no âmbito da inflação galopante, instabilidade política e crise energética. Esta semana, estava previsto que os trabalhadores dos comboios de superfície também entrassem em greve, mas a paralisação foi suspensa para as negociações com os patrões continuarem. Já a greve do metro vai mesmo realizar-se esta quinta-feira, e promete parar uma das cidades mais movimentadas do mundo.
A RATP francesa tem estado debaixo de fogo por reduzir os níveis de serviços nos autocarros e em algumas linhas de metro, devido á falta de trabalhadores. Já os Transportes de Londres têm estado sobre pressão para reduzir nos custos de operação, depois de um acordo de financiamento com o Governo que deixou o organismo com um défice orçamental.










