Avaria em submarino nuclear da Marinha Real atira navio de guerra com 140 tripulantes para ‘zona de perigo’

Pior desastre da Marinha Real desde a Segunda Guerra Mundial foi evitado no último minuto

Pedro Gonçalves
Novembro 20, 2023
15:46

Um submarino da Marinha Real Britânica (Royal Navy) escapou por pouco a um desastre depois de uma avaria que se podia ter revelado catastrófica num medidor de profundidade de um Vanguard, que levava a bordo 140 tripulantes, e carregava mísseis nucleares Trident 2.

O caso é revelado por fonte não identificada da Marinha inglesa ao The Sun. Na eventualidade do desastre, ainda haveria a corrida em contrarrelógio para evitar que os russos chegassem ao local e conseguissem informações sobre o submarino ultrassecreto e sobre o seu reator nuclear. Seria, caso não tivesse sido evitado no último minuto, o maior desastre da Marinha inglesa desde a II Guerra Mundial.

O aparelho estava a preparar-se para uma missão de patrulha quando os mostradores que indicavam a profundidade pararam de funcionar, Os comandantes pensaram que tudo estava bem e devidamente nivelado, mas na realidade o submarino continuava a ‘despencar-se’ em direção ao mais profundo oceano.

O Vanguard em causa, com décadas de serviço á Marinha, já estava a entrar na ‘zona de perigo’ quando os engenheiros na parte traseira do submarino detetaram o problema e lançaram o alarme.

“Não é função dos engenheiros controlar a profundidade do submarino, mas viram a profundidade que estavam e perceberam que algo não estava bem. Isto não era para acontecer. E se não acontecesse, o submarino ainda estava a mergulhar em direção ao fundo”, disse a mesma fonte.

Sem comunicação oficial sobre o incidente, fonte naval adianta ao mesmo jornal inglês que o incidente permitiu “demonstrar que os sistemas de segurança funcionam”, e que foi aberta uma investigação interna ao que aconteceu.

A Marinha limita-se a dizer: “Não comentamos quaisquer operações. Os nossos submarinos continuam a ser empenhados em todo o mundo, na proteção dos nossos interesses nacionais”.

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