O Tesouro da Argentina colocou no mercado doméstico letras e obrigações no valor de 9,02 mil milhões de pesos (cerca de 5.350 milhões de euros), conseguindo assim refinanciar o total dos títulos de dívida com vencimento na quarta-feira.
A Secretaria de Finanças indicou em comunicado que, na operação, recebeu propostas de 11,51 biliões de pesos argentinos, às quais adjudicou títulos por 9,02 mil milhões de pesos.
“Isto significa um ‘rollover’ [refinanciamento] de 123,39% sobre os vencimentos do dia em questão”, precisou a Secretaria de Finanças num comunicado difundido pelo Ministério da Economia na rede social X.
O Tesouro realiza leilões programados cerca de duas vezes por mês e o seu objetivo é captar fundos para refinanciar os vencimentos da dívida e gerir a liquidez de pesos argentinos no sistema, com o intuito de moderar as pressões sobre a taxa de câmbio.
A operação de quarta-feira foi a terceira das 23 licitações de dívida pública no mercado doméstico que a Secretaria de Finanças programou para 2026.
A próxima licitação de dívida no mercado doméstico está marcada para 25 de fevereiro.
Também na quarta-feira, o Senado debatia um projeto de reforma laboral, uma das principais prioridades do Presidente ultraliberal Javier Milei, cujo governo está confiante na aprovação, antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Os sindicatos, incluindo a principal central sindical, a CGT, convocaram manifestações contra uma lei que denunciam como “regressiva” e precária.
O projeto de lei denominado “Modernização Laboral”, torna os contratos de trabalho mais flexíveis, facilita os despedimentos e reduz as indemnizações por rescisão, limita o alcance do direito à greve e permite o fracionamento do período de férias.
O governo conta com a sua aprovação antes de 01 de março, data de abertura das sessões legislativas, e defende que estas alterações na legislação laboral, juntamente com a redução das contribuições para a segurança social para os empregadores, incentivam a formalização de grande parte dos mais de 40% dos empregos informais na economia.
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