A Brooks Brothers, uma das mais antigas empresas de moda do mundo, com mais de 200 anos de história, poderá cair com a crise da Covid-19 e já entrou com o pedido de falência no ‘capítulo 11’ nos EUA. Com este pedido de falência, a empresa assume ter como objetivo ganhar tempo para superar a sua situação delicada.
Depois de anos de queda nas vendas, a empresa atingiu uma faturação de 1,1 mil milhões de dólares no ano passado e estava em um processo de revisão estratégica. Mas a possível recuperação foi abalada pela chegada da pandemia. “A Covid-19 atingiu todo o negócio”, afirmou um porta-voz da empresa, à ‘Reuters’.
A Brooks Brothers, propriedade do magnata italiano Claudio Del Vecchio, planeia agora usar a falência para encontrar um comprador, segundo o ‘The Wall Street Journal’.
Os media americanos, que avaliam a empresa em aproximadamente 350 milhões de dólares, já apontam potenciais candidatos à compra, nomeadamente o Authentic Brands Group, que já adquiriu a Forever21 em fevereiro passado, ou a WHP Global.
Mas para já a Brooks Brothers vai encerrar 50 das 250 lojas que possui nos Estados Unidos, onde concentra um terço de sua rede comercial, que inclui mais de 700 lojas em 50 países.
A empresa, famosa por ter vestido mais de 40 presidentes americanos, de John F. Kennedy a Barack Obama, também é a favorita dos banqueiros de Wall Street, mas passou anos a sofrer com o desuso dos códigos de vestuário no seio das empresas, o que muito viria a prejudicar os seus negócios.
Este pedido de falência reflete bem a situação atual do setor nos Estados Unidos, juntando-se aos pedidos, dos últimos meses, de outras empresas de retalho como a JC Penney ou J. Crew.












