O sobreendividamento é uma realidade crescente em Portugal, sobretudo após a crise das dívidas soberanas. Especialistas alertam para sinais claros de que as dívidas podem estar a escapar ao controlo, com impactos significativos no bem-estar financeiro das famílias.
- Rácio de endividamento acima de 80%
O rácio de endividamento, ou taxa de esforço, mede a capacidade de um indivíduo fazer face às suas dívidas em relação ao rendimento mensal. Se os encargos mensais com empréstimos ultrapassarem 80% do salário, qualquer emergência pode colocar o pagamento das prestações em risco. Em casos extremos, em que o rácio atinge 100% ou mais, é recomendada a reestruturação da dívida. Instituições como o Instituto do Endividamento e a Fundação Agir Hoje prestam aconselhamento para reorganizar os créditos. - Pedidos de crédito constantemente rejeitados
A recusa de empréstimos ou cartões de crédito indica problemas no historial de crédito, seja por incumprimento de pagamentos ou por taxa de esforço elevada. Esta situação pode desencadear um efeito “bola de neve”, se o consumidor recorrer a novos créditos para pagar dívidas existentes. - Apenas pagamento do mínimo das prestações
Quando só é possível pagar o mínimo das dívidas, os encargos continuam a acumular-se devido aos juros. Especialistas recomendam procurar aconselhamento financeiro rapidamente para evitar o agravamento do sobreendividamento. - Dificuldade em satisfazer necessidades básicas
Se o pagamento das dívidas compromete alimentação, transporte ou outras despesas essenciais, o alerta é sério. Este cenário evidencia uma crise financeira que exige intervenção imediata. - Salário acima da média, mas dificuldades nos pagamentos
Mesmo com rendimentos acima da média, atrasos frequentes ou falta de pagamento de algumas prestações indicam descontrole financeiro. A acumulação de dívidas não liquidadas ao fim de 90 dias é um sinal de alerta crítico.
Agir rápido é a chave
Procurar ajuda de instituições de aconselhamento financeiro permite renegociar taxas de juro e consolidar créditos, evitando o efeito bola de neve. Com intervenção atempada, é possível recuperar o controlo das finanças e evitar consequências mais graves, como a insolvência. Literacia e a procura de melhores soluções no mercado é a chave para poder escapar de uma situação financeira complicada.














