No passado dia 22, numa piscina exterior em Gelnhausen (Alemanha), várias raparigas, com entre 11 e 16 anos, estavam na zona de hidromassagem – uma das atrações do parque – quando foram cercadas por um grupo de jovens que as apalpou apesar dos protestos e dos gritos. No entanto, devido à proximidade dos escorregas aquáticos, os seus gritos foram confundidos com os normais em zonas de lazer como estas
As meninas foram avisar as suas famílias, que chamaram a polícia. Os atacantes tiveram de se identificar, tendo-se descoberto que eram quatro sírios com idades entre os 18 e os 28 anos, da mesma família. Além das cinco raparigas, no meio da agitação provocada pela presença policial na piscina, outras quatro menores relataram que também foram vítimas, “tocadas no cabelo, pés, coxas e zona do peito”, segundo o relatório. “São incidentes graves, temos de os levar muito a sério. Agora é importante que os agressores sejam processados rapidamente. E se a investigação mostrar que os funcionários agiram com negligência, também devem ser tomadas medidas”, alertou o ministro do Interior de Hesse, Roman Poseck.
“A polícia irá agora patrulhar as piscinas e o bairro com mais frequência. Também ofereceremos toda a assistência possível às vítimas, desde aconselhamento criminal a apoio psicológico. Serei pessoalmente responsável por isso”, anunciou o presidente da câmara local, Christian Litzinger.
Episódios como este são cada vez mais comuns do que os responsáveis pelas piscinas alemãs gostam de admitir. “Já deixei de ir à piscina com os miúdos, mas em ondas de calor como esta, é inevitável”, queixou-se Benka, uma mãe de Berlim, citada pelo jornal espanhol ‘ABC’.
“Temos duas filhas, de 12 e 14 anos, e mantemo-las longe das piscinas públicas por causa deste perigo, mas é muito difícil explicar-lhes porquê. Não queremos pôr em risco a sua inocência e não queremos que pensem que todos os estrangeiros são perigosos, mas a verdade é que a situação nas piscinas não é segura neste momento”, queixou-se Leon, residente em Schöneberg.
No verão passado, foram registados um total de 61 crimes violentos só nas piscinas de Berlim, incluindo 40 agressões, 15 casos de coação, privação de liberdade ou ameaças, e cinco violações. O porta-voz do Berlines Bäder, Matthias Oloew, sublinhou que “sim, existem tais incidentes, mas é verdade que o número de acusações criminais por abuso sexual é extremamente baixo em comparação com os milhões de pessoas que frequentam piscinas. Na maioria das vezes, um banhista denuncia outro porque se sente indecentemente tocado de alguma forma numa piscina cheia. Isto é sempre difícil de lidar, mesmo para os nadadores-salvadores”.














