A Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito do programa Escola Segura, disse estar «atenta» aos ajuntamentos nas escolas, que se têm feito sentir nos últimos dias, na sequência da reabertura dos estabelecimentos de ensino na semana passada.
Contactado pela ‘Executive Digest’ o gabinete de imprensa da PSP revelou que «os ajuntamentos referidos terão decorrido da conjugação de diversos fatores, nomeadamente o inicio do novo ano letivo, com o primeiro dia em novas escolas para muitos dos alunos».
Para além disso a força de segurança fala ainda numa «maior preocupação por parte dos encarregados de educação para com os seus educandos devido à situação com a pandemia do Covid-19, a que acrescem as atuais condições climatéricas, o que terá contribuído para uma maior presença de pais e de viaturas junto das escolas».
Perante a situação e questionada sobre as medidas que estariam a ser tomadas para controlar os aglomerados que podem ser prejudiciais ao combate à Covid-19, a PSP garantiu estar «atenta à situação e a trabalhar conjuntamente com as escolas na sensibilização dos pais e dos alunos para que estes ajuntamentos sejam diluídos».
A ‘Executive Digest’ contactou ainda o Ministério da Educação e a Direção Geral da Saúde sobre o mesmo tema. O primeiro disse não ter competências nesta matéria, remetendo questões adicionais para a Escola Segura, o segundo até ao momento ainda não respondeu às questões colocadas.
Recorde-se que na semana passada, mesmo depois de o país ter entrado em situação de contingência, com ajuntamentos limitados a 10 pessoas, o distanciamento não foi verificado junto a algumas instituições de ensino, incluindo o Liceu Maria Amália, em Lisboa, onde imagens captadas através de telemóvel mostraram jovens com menos de dois metros entre si e vários grupos com mais de quatro elementos.
Já em alguns colégios privados, onde as aulas começaram há mais tempo, há casos confirmados de infeção. É o caso dos colégio Mira Rio e Planalto, em Lisboa, com alunos a cumprir quarentena na sequência do diagnóstico de três irmãos.
O mesmo acontece na escola privada St. Julian’s, em Carcavelos, onde foi confirmada a infeção por COVID-19 de dois alunos e dois professores. Todos os estudantes do 7.º ao 12.º ano estão em isolamento.














