A Moody’s confirmou a classificação de crédito da Stellantis em ‘Baa2’, mas reviu em baixa a perspetiva da empresa automóvel de “estável” para “negativa”, face ao “fraco desempenho operacional”.
A agência de ‘rating’ indicou que a quota de mercado da Stellantis na Europa e nos EUA diminuiu desde o primeiro semestre de 2024 devido à falta de abastecimento dos concessionários, à menor procura e aos atrasos no lançamento de novos produtos.
Além disso, as difíceis condições de mercado na Europa e o impacto das tarifas de importação dos EUA pressionaram ainda mais a rentabilidade e o fluxo de caixa.
Embora a empresa confie na sua renovada gama de modelos e no lançamento de novos modelos para impulsionar a rentabilidade no futuro, a Moody’s acredita que, além de uma recuperação do volume, é provável que sejam necessárias melhorias adicionais nos custos estruturais e na mitigação dos impactos tarifários para atingir um nível de rentabilidade compatível com a atual classificação ‘Baa2’.
“Existe a possibilidade de que novos ajustes estruturais, juntamente com elevadas despesas em investigação e desenvolvimento para apoiar a transição para veículos de combustível alternativo e tecnologias autónomas, continuem a prejudicar a geração de fluxo de caixa livre”, salientou a agência.
Nesta linha, embora se espere uma certa melhoria no segundo semestre de 2025, apoiada pela liberação de capital circulante e modestos aumentos de rentabilidade, a Moody’s continua a prever um fluxo de caixa livre “significativamente negativo” de cerca de 5 mil milhões de euros para o exercício de 2025.
A mudança de perspetiva reflete também o risco de um consumo contínuo de dinheiro, que poderia limitar a flexibilidade financeira da Stellantis. Refere igualmente o risco de incapacidade de demonstrar uma trajetória de melhoria nas vendas, na rentabilidade e na geração de fluxo de caixa.














